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Caminhoneiro

STF já mandou bloquear 177 caminhões e aplicou multa de R$ 100 mil; relembre casos envolvendo a categoria

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STF já mandou bloquear 177 caminhões e aplicou multa de R$ 100 mil; relembre casos envolvendo a categoria
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Algumas decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo caminhoneiros tiveram medidas bem pesadas nos últimos anos. Entre elas aparecem multa de R$ 100 mil por hora, indisponibilidade de caminhões e até discussão sobre motorista descansar enquanto o veículo continuava andando.

Um dos casos ocorreu após as eleições de 2022. Na ADPF 519, o ministro Alexandre de Moraes determinou a retirada de bloqueios em rodovias e estabeleceu multa de R$ 100 mil por hora para proprietários de caminhões usados para impedir ou interromper o trânsito. A decisão depois foi confirmada por unanimidade pelo STF.

Pouco mais de um mês depois, outra decisão dentro do mesmo processo atingiu 177 veículos identificados pelo Ministério Público de Mato Grosso. O STF determinou a indisponibilidade desses caminhões e multa de R$ 100 mil por veículo. Também foi fixada multa de R$ 20 mil por hora para participantes dos atos citados no processo.

Outro processo que mexeu diretamente com a rotina dos motoristas foi a ADI 5322, que analisou vários pontos da Lei dos Caminhoneiros.

Uma das regras permitia que, quando dois motoristas trabalhassem em revezamento, um deles tivesse parte do descanso enquanto o caminhão continuava em movimento.

O STF derrubou essa possibilidade em 2023. Para a maioria dos ministros, o período dentro de um veículo andando não poderia ser considerado descanso adequado. O Tribunal também declarou inconstitucionais outros pontos ligados ao tempo de espera, jornada e repouso semanal.

Até um caso envolvendo quase 8 mil garrafas de vinho acabou no Supremo. No HC 238849, um homem condenado pelo furto de um caminhão e de 7.998 garrafas tentou mudar o regime inicial de cumprimento da pena.

Segundo os autos divulgados pelo próprio STF, o motorista fazia parte do grupo envolvido no crime e depois comunicou falsamente que teria ocorrido um roubo. Alexandre de Moraes negou o pedido e manteve o regime inicial fechado.

Os processos são diferentes entre si. Alguns tratam de decisões coletivas envolvendo bloqueios e legislação trabalhista, enquanto outros chegaram ao Supremo por recursos apresentados em casos criminais individuais.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.