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Transportadora

Transportadoras ficam com caminhões parados por falta de motoristas e crise atinge 88% das empresas

2 minutos de leitura
Caminhoneiro vira alvo de escassez

O Brasil enfrenta uma escassez de motoristas profissionais que já deixa caminhões parados nos pátios das transportadoras. Mesmo com veículos disponíveis para trabalhar, empresas do setor não conseguem preencher todas as vagas e acabam mantendo parte da frota fora de operação.

Uma pesquisa da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), divulgada em fevereiro de 2026, revelou que 88% das transportadoras enfrentam dificuldades para contratar motoristas e agregados.

Entre as empresas que relataram veículos sem operar por falta de profissionais, a média chegou a oito caminhões parados por transportadora. O levantamento, porém, não indica que existam mais caminhões parados do que circulando no Brasil.

A situação já provoca prejuízos. Um caminhão sem motorista continua gerando despesas com financiamento, seguro, licenciamento e depreciação, mesmo sem realizar viagens ou transportar mercadorias.

Em maio de 2026, Gislaine Zorzin, diretora administrativa da Zorzin Logística, relatou que aproximadamente 20 caminhões de sua empresa estavam parados por falta de motoristas. O caso mostra como a dificuldade de contratação pode atingir até transportadoras que possuem veículos prontos para trabalhar.

A renovação da categoria também representa um desafio. A rotina de viagens longas, os períodos longe da família, as condições das rodovias e as exigências para conduzir veículos pesados são fatores que podem dificultar a entrada de novos profissionais.

Para trabalhar com determinadas carretas, o motorista precisa possuir CNH categoria E, além de atender aos requisitos legais e às exigências de experiência estabelecidas pelas empresas.

O problema não se limita à contratação. Conforme a pesquisa da NTC&Logística, 28,1% das transportadoras apontaram a falta de profissionais como uma das principais limitações ao crescimento dos negócios.

A mão de obra representa 19,5% dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas, enquanto o combustível responde por 43,2%. A dificuldade para encontrar trabalhadores também aumenta a pressão sobre os custos das empresas.

Para enfrentar a situação, parte das transportadoras aposta em treinamento e capacitação de novos profissionais. Segundo o levantamento, 92,6% das empresas pesquisadas pretendem investir nessas iniciativas.

A escassez de caminhoneiros cria um contraste no transporte brasileiro: enquanto profissionais procuram melhores salários e condições de trabalho, empresas relatam dificuldades para contratar e manter seus veículos nas estradas.

A falta de condutores também pode comprometer a capacidade de atendimento das transportadoras, principalmente em períodos de maior movimentação de cargas agrícolas, industriais e comerciais.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.