Caminhoneiro relata postos lotados e aponta dificuldade para conseguir frete
Um caminhoneiro que afirma ter 37 anos de estrada fez um desabafo sobre a dificuldade para encontrar cargas e a quantidade de caminhões parados nos postos. No depoimento apresentado pelo canal Júnior Almeida, no YouTube, ele compara o trabalho de hoje com o que encontrava no começo da profissão.
“Coisa não tá fácil, né? Onde você vai, tá cheio de caminhão, tá cheio de gente esperando”, relatou. Segundo o motorista, a procura por frete tem levado profissionais a permanecer nos pátios aguardando uma oportunidade de carregar.
A principal crítica dele está no tamanho dos veículos usados no transporte. Na avaliação do caminhoneiro, o avanço dos bitrens e rodotrens diminuiu o espaço para quem trabalha com conjuntos menores, pois uma única composição consegue transportar uma quantidade maior de mercadoria.
Ele lembra de uma época em que, segundo seu relato, caminhões toco e carretas menores tinham mais participação no serviço. “Tinha frete para todo mundo. Sobrava frete, sobrava dinheiro”, afirmou.
O motorista também reclama que os conjuntos continuam crescendo. “Os caras, em vez de diminuir o peso, estão botando mais eixo, estão aumentando as carretas”, disse. Para ele, essa mudança ajuda a explicar por que há tantos veículos esperando carga.
O depoimento reúne duas queixas: a dificuldade para conseguir serviço e a forma como as cargas são distribuídas entre veículos de diferentes capacidades. O caminhoneiro não apresenta valores de frete, tempo médio de espera ou exemplos de viagens que deixou de fazer.
Júnior Almeida afirma que recebeu a gravação de um amigo caminhoneiro e decidiu mostrar o relato no canal. Durante a apresentação, ele também faz críticas ao governo e à divisão entre os profissionais da categoria, mas não apresenta dados que relacionem essas questões à experiência narrada pelo motorista.
A falta de frete para caminhoneiros é tratada no vídeo a partir desse depoimento individual. A transcrição fornecida não informa o nome do profissional, a região onde ele trabalha ou a data da gravação, o que limita a comparação com outras rotas e tipos de carga.
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