Cobrador de ônibus pode virar profissão do passado nos próximos anos
Uma profissão que durante décadas fez parte da rotina de milhões de brasileiros pode estar com os dias contados em várias cidades. O cobrador de ônibus vem perdendo espaço para a tecnologia, e a tendência é que o número desses trabalhadores continue diminuindo nos próximos anos.
A mudança acontece principalmente porque o dinheiro está deixando de circular dentro dos coletivos. Cartões eletrônicos, pagamentos digitais e sistemas automáticos de cobrança estão substituindo uma das principais atividades desses profissionais.
Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a retirada dos cobradores já é uma realidade. Em setembro de 2026, cerca de 90,5% da operação dos ônibus acontecia sem esses trabalhadores. A cidade aprovou uma lei para acabar gradualmente com a função, embora algumas linhas ainda precisem dos profissionais.
Em Pelotas, também no Rio Grande do Sul, a previsão anunciada pelas empresas é retirar os cobradores do transporte urbano até o final de 2026.
No Distrito Federal, a situação preocupa milhares de trabalhadores. A retirada do pagamento em dinheiro colocou em discussão a permanência dos cobradores nas empresas. A categoria vem buscando garantias de emprego e alternativas para continuar trabalhando no sistema.
Uma possibilidade discutida é transformar os cobradores em agentes de bordo, profissionais que poderiam auxiliar idosos, pessoas com deficiência, orientar passageiros e ajudar no embarque e desembarque.
Para as empresas, a retirada dos cobradores representa uma possibilidade de diminuir despesas operacionais. Já para os trabalhadores, significa o risco de perder uma profissão que garantiu o sustento de muitas famílias durante décadas.
O avanço da tecnologia também levanta outra preocupação: a possibilidade de motoristas terem que assumir novas responsabilidades, além de dirigir, principalmente nos sistemas onde ainda existe cobrança de passagem dentro do veículo.
Apesar das mudanças, a extinção completa da profissão em todo o Brasil não tem prazo definido. Cada município possui suas próprias regras, contratos e acordos trabalhistas.
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