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Ônibus

Cobrador de ônibus pode ter dinheiro descontado do salário por dar troco errado?

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Cobrador de ônibus pode ter dinheiro descontado do salário por dar troco errado?
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Quem trabalha como cobrador de ônibus sabe que um simples erro na hora de devolver o troco ao passageiro pode acabar pesando no próprio bolso. Em algumas empresas, a diferença encontrada no fechamento do caixa pode ser descontada do salário do trabalhador.

Durante a jornada, o cobrador recebe dinheiro de vários passageiros, precisa entregar o troco rapidamente e ainda prestar contas dos valores arrecadados ao final do expediente.

Mas será que a empresa pode descontar qualquer diferença encontrada no caixa?

De acordo com o artigo 462 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador não pode fazer descontos salariais fora das situações permitidas pela legislação. Quando existe prejuízo causado pelo empregado, o desconto pode ser autorizado se houver acordo prévio permitindo a cobrança ou se o trabalhador tiver provocado o dano de forma intencional.

Outra questão envolve o pagamento da chamada quebra de caixa, uma gratificação prevista em algumas convenções coletivas para funcionários que trabalham diretamente com dinheiro. Essa verba pode influenciar a responsabilidade por diferenças encontradas no fechamento do caixa.

A Justiça do Trabalho já analisou situações envolvendo cobradores de ônibus. Em 2019, o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais manteve uma decisão que obrigou uma empresa de transporte coletivo a devolver descontos feitos no salário de uma cobradora por supostas diferenças no caixa.

Na ocasião, a empresa não conseguiu comprovar a responsabilidade da funcionária pelos valores descontados. Também não demonstrou que ela tinha oportunidade de acompanhar a conferência do dinheiro.

O cobrador que identificar descontos por diferenças de troco no contracheque pode pedir os registros de conferência e verificar as regras do contrato de trabalho e da convenção coletiva da categoria. Caso a cobrança seja irregular, os valores podem ser reclamados na Justiça do Trabalho.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.