Bahia tem a 10ª gasolina mais cara do Brasil
O preço da gasolina na Bahia está acima da média nacional e pesa no bolso dos motoristas. Entre os dias 25 e 31 de outubro, o litro foi vendido por R$ 6,69, enquanto a média brasileira ficou em R$ 6,48, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Um dos fatores que ajudam a explicar os valores é o preço praticado pela Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador. A unidade, antiga Refinaria Landulpho Alves, foi privatizada em 2021 e atualmente é administrada pela empresa Acelen, controlada pelo fundo Mubadala Capital.
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), divulgado em setembro de 2026, apontou que a gasolina vendida pela refinaria às distribuidoras custava R$ 3,95 por litro. No mesmo período, o preço médio nas refinarias da Petrobras era de R$ 3,05, uma diferença de aproximadamente 29,5%.
A Refinaria de Mataripe responde por cerca de 80% do abastecimento de combustíveis da Bahia. Por isso, os preços praticados pela unidade têm forte influência sobre o mercado estadual.
A Acelen afirma que sua política de preços considera fatores como cotação internacional do petróleo, câmbio e custos de transporte. Depois da saída da refinaria, o combustível ainda recebe a incidência de impostos, custos de distribuição e margens dos postos.
Na Bahia, a diferença também aparece entre os municípios. Na última semana de outubro, a gasolina chegou a R$ 7,16 em Porto Seguro e R$ 7,10 em Teixeira de Freitas. Em Salvador, a média ficou em R$ 6,46, conforme os dados da ANP.
O ICMS, atualmente fixado em R$ 1,57 por litro em todo o país, também compõe o preço final, mas não explica sozinho a diferença entre os estados.
Com a gasolina acima da média brasileira, os consumidores baianos continuam enfrentando custos elevados para abastecer. A política de preços da Refinaria de Mataripe permanece no centro das discussões sobre o valor dos combustíveis no estado.
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