Ser caminhoneiro cegonheiro é mais que uma profissão: é um estilo de vida. Transportar veículos em longas distâncias exige habilidade, planejamento e resiliência, especialmente quando o assunto é enfrentar desafios como manobras apertadas, estradas movimentadas e longos períodos longe de casa. Mas afinal, quanto ganha um profissional dessa área?
O Salário de um Cegonheiro
O salário de um caminhoneiro cegonheiro varia bastante, dependendo de fatores como:
- Comissão: A remuneração geralmente é baseada em comissão, que varia entre 13% e 17% sobre o valor do frete.
- Volume de Trabalho: Quanto mais cargas são transportadas, maior o faturamento. Em meses bons, o salário pode ultrapassar os R$13.000, enquanto em períodos de baixa demanda, pode cair para cerca de R$8.000.
- Economia: O setor automobilístico é sensível à economia. Crises afetam diretamente o número de veículos vendidos e, consequentemente, o trabalho dos cegonheiros.
Exemplos de Cálculo
- Carga de R$65.000 com 13% de comissão: R$8.450 de salário.
- Carga de R$90.000 com 15% de comissão: R$13.500 de salário.
Em contrapartida, despesas como pedágios e combustível (especialmente para quem precisa se deslocar até a base da empresa) podem impactar o valor final no bolso do motorista.
Desafios da Profissão
Além da oscilação de ganhos, há outros desafios:
- Manobras e Obstáculos Urbanos: Entrar e sair de áreas urbanas com um caminhão carregado exige atenção extra para evitar danos aos veículos transportados.
- Tempo Longe de Casa: Muitos cegonheiros passam semanas ou até meses viajando, o que exige sacrifícios na convivência familiar.
- Risco de Crises: Setores como o alimentício têm demanda constante, mas o transporte de veículos depende diretamente da estabilidade econômica.
Apesar dos desafios, a cegonha continua sendo um dos setores mais bem remunerados do transporte rodoviário. No entanto, é importante estar preparado para oscilações e entender que o estilo de vida do cegonheiro nem sempre é fácil.
Se você está pensando em ingressar nessa área, esteja ciente de que dedicação, planejamento financeiro e amor pela estrada são indispensáveis. Afinal, como dizem os cegonheiros, “quem corre tá aqui!”.

