A escassez de motoristas de caminhão tornou-se uma crise global, impactando significativamente as cadeias de suprimentos e a economia mundial. De acordo com o relatório de 2024 da União Internacional de Transporte Rodoviário (IRU), aproximadamente 3,6 milhões de posições de motoristas permanecem vagas em 36 países que representam 70% do PIB global.
Ranking dos países com maior escassez de motoristas de caminhão:
- China: Prevê-se uma falta de 4,9 milhões de motoristas até 2028.
- Europa: Atualmente enfrenta uma escassez de 745.000 motoristas, com expectativa de aumento nos próximos anos.
- Estados Unidos: A American Trucking Associations (ATA) projeta uma escassez de 160.000 motoristas até 2030.
- Japão: Enfrenta desafios significativos devido a uma força de trabalho envelhecida e está desenvolvendo sistemas automatizados de transporte de carga para mitigar a escassez.
- Austrália: Cerca de 70% das empresas de transporte enfrentam dificuldades severas ou muito severas para recrutar motoristas.
Fatores que contribuem para a escassez:
- Envelhecimento da força de trabalho: A proporção de motoristas com mais de 55 anos está aumentando, enquanto a entrada de jovens é insuficiente.
- Baixa participação feminina: As mulheres representam apenas 6% da força de trabalho de motoristas de caminhão.
- Condições de trabalho desafiadoras: Jornadas longas, salários não competitivos e falta de infraestrutura adequada tornam a profissão menos atraente.
Impactos econômicos:
A escassez de motoristas resulta em atrasos nas entregas, aumento nos custos de transporte e interrupções nas cadeias de suprimentos, afetando diversos setores da economia global.
Soluções propostas:
- Melhoria das condições de trabalho: Aumento de salários, benefícios e qualidade de vida para atrair e reter motoristas.
- Promoção da diversidade: Iniciativas para aumentar a participação de mulheres e jovens na profissão.
- Investimento em tecnologia: Desenvolvimento de veículos autônomos e sistemas automatizados de transporte, como o projeto do Japão para um corredor de carga automatizado entre Tóquio e Osaka.
A crise de escassez de motoristas de caminhão é complexa e multifacetada, exigindo ações coordenadas entre governos, empresas e sociedade para garantir a eficiência e sustentabilidade das cadeias de suprimentos globais.

