A crise enfrentada pelos Correios está provocando mudanças significativas no setor logístico brasileiro. Marcada por atrasos nas entregas, paralisações de empresas terceirizadas por falta de pagamento e cortes operacionais, a situação tem levado empresas e consumidores a buscar alternativas no setor privado, o que já começa a refletir no aumento dos custos de frete.
Em 2024, a estatal registrou um prejuízo de R$ 2,59 bilhões e, desde então, adotou medidas como programas de desligamento voluntário e redução de serviços premium, como o SEDEX 10, SEDEX 12 e SEDEX Hoje, suspensos em algumas regiões.
Além disso, mais de 40 transportadoras terceirizadas suspenderam suas atividades devido a atrasos nos repasses, afetando diretamente a capacidade de entrega da empresa.
Alternativas ganham força
Diante da instabilidade, transportadoras privadas como Jadlog, Jamef, Sequoia, Total Express, Loggi e Azul Cargo têm sido as principais escolhas de lojistas e plataformas de e-commerce para manter a logística em funcionamento.
Entretanto, com a alta demanda, os custos de frete subiram, pressionando principalmente pequenos e médios varejistas, que antes contavam com os preços mais acessíveis da estatal.
Setor busca adaptação
Para reduzir o impacto, empresas estão adotando estratégias como:
- Contratação de múltiplas transportadoras para diversificar riscos;
- Investimento em tecnologia, com rastreamento de entregas e otimização de rotas;
- Transparência com clientes, informando prazos e opções de entrega.
Futuro do setor logístico
Especialistas avaliam que, mesmo após uma eventual normalização dos serviços dos Correios, a dependência única da estatal deve diminuir. O setor privado, fortalecido pela demanda emergencial, tende a consolidar sua participação no mercado logístico brasileiro.
A crise evidencia a urgência de reformas estruturais nos Correios e reforça a importância da competitividade e eficiência logística, especialmente em um cenário de consumo digital crescente.

