A direção dos Correios informou ao governo federal que a empresa poderá precisar de um aporte financeiro para evitar um rombo no caixa em 2025. A estimativa é que o valor necessário chegue a R$ 2 bilhões ainda este ano, podendo alcançar até R$ 5 bilhões até 2026, caso o cenário financeiro não melhore.
O aviso foi dado durante uma reunião com a Casa Civil e representantes dos ministérios da Fazenda, Comunicações, Gestão e Defesa, realizada em junho.
Entre os motivos para a crise estão o forte recuo na receita com encomendas internacionais, principalmente após a criação da “taxa das blusinhas”, que reduziu o volume de pacotes vindos do exterior. Além disso, os Correios registraram R$ 2,6 bilhões de prejuízo em 2024 e mais R$ 1,7 bilhão negativos no primeiro trimestre de 2025.
Para tentar equilibrar as contas, a estatal já adotou medidas como:
- Corte de despesas e funcionários;
- Venda de imóveis;
- Programa de desligamento voluntário;
- Lançamento do marketplace “Mais Correios”;
- Novos serviços financeiros.
Apesar das ações, a direção da empresa afirma que o risco de desequilíbrio persiste. O governo ainda não confirmou se haverá aporte, mas técnicos admitem que a ajuda pode se tornar inevitável.

