Greve de caminhoneiros: liderança afirma que categoria não será massa de manobra

Wallace Landim, conhecido como Chorão. Foto: Arquivo pessoal Chorão

A possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros voltou ao debate nacional nos últimos dias, impulsionada por discussões políticas e insatisfações com o governo federal. No entanto, lideranças do setor alertam que o movimento não será usado como instrumento político por grupos de interesse.

Em declaração recente, um dos principais representantes da categoria afirmou que os caminhoneiros têm demandas próprias, como a atualização da tabela de frete, redução do preço do diesel e melhores condições de trabalho. “Não seremos massa de manobra. A nossa luta é por melhorias reais para o setor, e não por interesses partidários”, reforçou o líder.

A fala acontece em meio às articulações de grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que defendem uma paralisação em protesto contra ações da Polícia Federal. Parte da categoria, porém, demonstra resistência em participar de um movimento com viés político, temendo a repetição de conflitos internos e a falta de foco nas reivindicações econômicas.

Especialistas apontam que, diferente da greve de 2018, que paralisou o país por 11 dias, a adesão agora pode ser menor devido à falta de consenso entre as lideranças. Além disso, o cenário econômico atual e os custos operacionais do setor tornam mais delicada qualquer tentativa de paralisação prolongada.

O governo federal acompanha a movimentação e promete manter o diálogo aberto com os representantes da categoria para evitar uma crise logística e garantir a continuidade do abastecimento.