As lideranças de caminhoneiros do Porto de Santos (SP) e do estado do Mato Grosso estão discutindo a possibilidade de uma paralisação nacional. O movimento seria uma resposta tanto à operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro quanto à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece um período mínimo de 11 horas de descanso para motoristas de caminhões.
Segundo informações de Brasília, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS) foram designados pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) para coordenar uma subcomissão que pretende articular manifestações e conversas com lideranças da categoria em todos os estados da federação. As convocações podem ocorrer ao longo dos meses de julho e agosto.
Categoria dividida e cautela nas ações
Apesar da pressão de algumas lideranças, como as do Porto de Santos e do Mato Grosso, para uma paralisação imediata, os parlamentares ainda não confirmaram nenhuma ação. Em entrevista recente, Zé Trovão afirmou que qualquer movimento será “pontual” e que não se pode usar a categoria de forma precipitada, evitando bloqueios de rodovias que poderiam gerar efeitos contrários aos objetivos do grupo.
STF e a insatisfação dos caminhoneiros
A decisão do STF sobre o descanso obrigatório de 11 horas tem causado insatisfação entre motoristas e representantes do setor, que veem a medida como uma interferência excessiva. A indignação em relação a essa decisão tem sido incorporada às pautas discutidas pelas lideranças, juntamente com a defesa de Jair Bolsonaro.
Expectativa de definição
Reuniões estão sendo realizadas ao longo da semana em Brasília, e a oposição no Congresso Nacional deve anunciar uma decisão final até o fim desta semana. Representantes do setor, como “Chorão dos Caminhoneiros”, pedem cautela e responsabilidade.
“É preciso estudar bem qualquer paralisação. Não se negocia com quem está te afrontando, por isso temos que agir com cuidado”, disse o líder.

