Os rumores sobre uma possível greve nacional dos caminhoneiros, prevista para acontecer nos próximos dias como ato de apoio ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e em protesto contra o governo Lula, perderam força e, ao que tudo indica, não devem se concretizar.
A paralisação vinha sendo articulada por grupos alinhados à direita, com apelos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens para que caminhoneiros parassem as atividades como forma de pressionar o governo federal. No entanto, a mobilização não encontrou adesão suficiente entre a categoria e não tem o respaldo das principais lideranças e entidades representativas do transporte rodoviário de cargas.
De acordo com representantes do setor, a proposta de greve carece de organização, pautas claras e base sólida de apoio, o que dificulta a efetivação de uma paralisação em larga escala. Além disso, o momento econômico, com fretes em queda e aumentos nos custos operacionais, desestimula os motoristas autônomos a aderirem a um movimento que poderia gerar ainda mais prejuízos financeiros.
Apesar do tom político adotado por alguns organizadores, entidades como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e outras associações regionais têm defendido a busca por diálogo e cautela diante de possíveis radicalizações.
Com isso, o cenário atual indica que a greve não deve ocorrer, e o transporte de cargas seguirá normalmente pelos próximos dias. Ainda assim, o clima de insatisfação política entre parte da categoria permanece, com a possibilidade de novos protestos sendo mantida como carta na manga para o futuro.

