O Governo Federal reconheceu oficialmente, no último dia 25 de setembro, a situação de emergência em Porto Franco (MA) devido aos impactos provocados pelo desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, que ligava o estado ao Tocantins. O colapso da estrutura ocorreu em dezembro de 2024 e deixou um rastro de tragédia e prejuízos.
Na ocasião, 14 pessoas morreram, três continuam desaparecidas e um sobrevivente foi resgatado com vida. O desabamento também resultou na queda de sete veículos no rio Tocantins, entre eles carretas que transportavam defensivos agrícolas e mais de 70 toneladas de ácido sulfúrico, causando sérios danos ambientais e afetando comunidades ribeirinhas.
Com o reconhecimento da emergência, a Prefeitura de Porto Franco poderá solicitar recursos da União para medidas de defesa civil, incluindo cestas básicas, água potável, kits de higiene, limpeza e dormitórios para atender a população impactada.
Reconstrução em andamento
A antiga ponte, construída nos anos 1960, tinha 533 metros de extensão. O colapso foi atribuído ao excesso de peso no vão central, conforme laudo da Polícia Federal. Desde fevereiro, equipes trabalham na construção de uma nova estrutura, orçada em R$ 171,1 milhões.
A obra já está com 50% de execução e deverá ser entregue até o fim de 2025. A nova ponte terá 630 metros de comprimento, duas faixas de rolamento, acostamentos, espaço para pedestres e um moderno sistema de monitoramento.
Tragédia que marcou a região
O acidente não afetou apenas a mobilidade entre Maranhão e Tocantins, mas também a economia local, já que a ponte era um elo estratégico da BR-226 para transporte de cargas e deslocamento de moradores. Além disso, a dor das famílias que perderam entes queridos segue viva, já que três vítimas seguem desaparecidas até hoje.
Com a reconstrução em andamento e o apoio da Defesa Civil Nacional, Porto Franco busca superar uma das maiores tragédias de sua história, equilibrando as demandas de infraestrutura com o acolhimento às vítimas e a recuperação ambiental da região.

