Caminhoneiros seguem na estrada por amor, não por remuneração

Caminhoneiro abraçando caminhão. Foto: reprodução

Mesmo diante de jornadas exaustivas, fretes defasados e uma rotina cheia de incertezas, muitos caminhoneiros continuam firmes na profissão por puro amor ao que fazem. O barulho do motor, a sensação de liberdade na estrada e o orgulho de transportar o que move o Brasil ainda falam mais alto do que o dinheiro no fim do mês.

Nos últimos anos, o setor tem enfrentado grandes desafios: aumento no preço do combustível, altos custos de manutenção, pedágios caros e a queda no valor do frete. Tudo isso faz com que a profissão se torne cada vez menos atrativa para os mais jovens — mas, para os veteranos, abandonar o volante não é uma opção.

“Não é pelo que a gente ganha, é pelo que a gente sente quando está na estrada. É uma vida difícil, mas é a minha vida”, resume um caminhoneiro com mais de 30 anos de profissão.

O amor pela estrada mantém viva uma categoria que, mesmo esquecida por políticas públicas e afetada pelas pressões do mercado, continua sendo a espinha dorsal do transporte brasileiro. Cada caminhoneiro que segue no trecho é uma prova viva de que a paixão por dirigir e pela estrada ainda é o combustível mais forte do país.