O ano de 2026 começou com uma notícia nada boa para quem depende do carro ou do transporte rodoviário no Brasil: gasolina e diesel mais caros nas bombas. A mudança já era esperada por especialistas, mas o impacto no bolso do consumidor deve ser sentido imediatamente, logo no primeiro abastecimento do ano.
A partir de 1º de janeiro, a gasolina e o diesel ficaram mais caros em praticamente todo o país após uma decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que aprovou o reajuste das alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre os combustíveis vendidos nos postos.
Com a atualização, a alíquota da gasolina passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, enquanto a do diesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro. Embora o aumento pareça apenas alguns centavos no papel, ele pode fazer o preço final nas bombas subir ainda mais, dependendo da política de repasse de cada distribuidora e revendedor.
Essa é a segunda alta consecutiva do imposto estadual sobre combustíveis, já que em fevereiro de 2025 houve outro reajuste no mesmo tributo. Para muitos consumidores e transportadores, isso significa começar o ano com um custo maior para encher o tanque, mesmo enquanto diversos preços ao redor do mundo oscilam.
O aumento do ICMS acontece em um momento em que o preço do petróleo no mercado internacional tem apresentado variações, mas ainda assim muitos esperavam que essa queda pudesse se refletir nos postos brasileiros. A realidade, no entanto, é outra: o imposto maior pressiona o valor final e eleva o custo para todos que dependem de combustível.
Para quem trabalha com transporte, como motoristas autônomos e empresas de entrega, o novo preço da gasolina e do diesel representa um peso extra nos custos fixos, que já vinham pressionados pela inflação e pelos preços de insumos. Para o consumidor comum, a consequência imediata é sentir o impacto direto no orçamento, seja para abastecer o carro, seja para pagar pelo transporte público que também sofre com reajustes de combustível.

