Os Correios estão buscando levantar até R$ 8 bilhões extras até junho de 2026 para evitar que a estatal enfrente uma nova crise financeira, especialmente em um ano eleitoral.
Esse valor é considerado necessário para dar sequência ao plano de reestruturação da empresa, que inclui regularização de dívidas, financiamento de ajustes como o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e mudanças no plano de saúde, além de manter as obrigações regulares da companhia.
No final de 2025, os Correios já havia captado R$ 12 bilhões por meio de uma operação de crédito com grandes bancos, mas esses recursos devem sustentar o caixa apenas até meados de 2026. Por isso, a estatal está articulando nova operação de crédito no mercado financeiro ou uma antecipação de aporte da União para completar a necessidade de recursos.
O plano de reestruturação dos Correios tem um orçamento total estimado em R$ 20 bilhões, e a captação adicional é vista como essencial para evitar um “vazio de caixa” que poderia comprometer o funcionamento da empresa durante o ano eleitoral.
A estratégia vem sendo discutida com instituições financeiras e com o governo federal para assegurar que a estatal possa honrar seus compromissos e seguir operando sem interrupções.

