A crise de combustível em Cuba vem se agravando de forma grave, impactando setores básicos da economia e da vida urbana. A escassez de diesel e derivados já chegou a um ponto em que os caminhões de coleta de lixo não têm combustível para operar, causando acumulo de resíduos nas ruas de cidades como Havana.
Relatórios indicam que menos da metade dos caminhões de lixo da capital cubana conseguiu continuar operando devido à falta de combustível, e muitos veículos ficaram parados por falta de diesel. O resultado tem sido pilhas de lixo nos cantos de rua, cheiro forte e condições insalubres em bairros inteiros, algo que os moradores denunciam nas redes sociais.
A paralisação da coleta está diretamente ligada à escassez de combustível, que também tem afetado outros serviços essenciais, como transporte urbano e fornecimento de energia elétrica. Em Havana, por exemplo, o número de caminhões de lixo em circulação caiu drasticamente porque só 44 dos 106 veículos conseguiram continuar funcionando – o resto está sem combustível para operar.
O governo cubano atribui parte da crise à dificuldade em importar petróleo e seus derivados, devido a pressões externas que reduziram a chegada de combustível ao país. Essa realidade tem forçado o racionamento de combustíveis e a redução de operações em vários setores, incluindo a coleta de resíduos sólidos.
Moradores relatam que o lixo está se acumulando há mais de dez dias em algumas áreas, com foco crescente em problemas de higiene, proliferação de insetos e risco de doenças. A situação evidencia como a falta de combustível — essencial para manter caminhões operacionais — tem impacto profundo no dia a dia da população e nas condições de saúde pública.
Essa crise energética em Cuba é um reflexo de problemas maiores na economia e na capacidade do país de garantir abastecimento básico de combustíveis, com consequências que vão muito além das ruas cheias de lixo.

