Ponte Salvador-Itaparica avança com R$ 3 bilhões: obra vai desafogar trânsito e impulsionar economia

A maior ponte da América Latina está prestes a sair do papel. Com um aporte de R$ 3 bilhões do Ministério dos Transportes, a obra que ligará Salvador à Ilha de Itaparica promete transformar a vida de quem circula pela região. A estrutura de 12,4 km vai encurtar o tempo de travessia de cerca de uma hora para apenas 15 minutos, um alívio e tanto para motoristas e caminhoneiros que enfrentam filas quilométricas na BR-324.
O projeto não é só mais uma ponte. Ele faz parte do Rodoanel Metropolitano de Salvador e vai conectar os principais eixos rodoviários da capital baiana, além de integrar regiões como o Recôncavo, o Baixo Sul e a Chapada Diamantina. Para o governador Jerônimo Rodrigues, a obra é estratégica: “Vai economizar até 200 quilômetros de percurso, impactando diretamente na vida dos motoristas e dos caminhoneiros que transportam cargas de grãos, algodão e frutas.”
O investimento faz parte do Novo PAC e deve atrair ainda mais turistas para a Ilha de Itaparica, destino conhecido por suas praias de águas calmas e piscinas naturais. Em maio de 2026, Salvador recebeu 762,4 mil visitantes, e a nova ligação vai facilitar o acesso entre a capital e a ilha, impulsionando a economia local. O presidente Lula destacou que a obra foi pensada para desenvolver a Bahia no século XXI, com áreas de preservação para evitar a especulação imobiliária.

O projeto inclui 4,4 km de vias estruturadas em Salvador, uma via expressa de 22 km na Ilha de Itaparica e a duplicação de 8 km da BA-001. Ao todo, o empreendimento deve beneficiar cerca de 250 municípios baianos, com impacto direto e indireto. O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que a obra é parte de uma estratégia para melhorar as áreas urbanas das capitais brasileiras, economizando tempo e reduzindo custos logísticos.
A ponte não é só uma solução para o trânsito. Ela representa um passo importante para a integração logística e socioeconômica do estado, conectando regiões que antes dependiam de caminhos longos e lentos. Com a obra, o transporte de cargas e passageiros ganha agilidade, e a Bahia se prepara para um novo ciclo de crescimento.