Pular para o conteudo
Ônibus

Águia Branca começou com café, teve ônibus clandestino e hoje emprega 21 mil pessoas

3 minutos de leitura
Águia Branca começou com café, teve ônibus clandestino e hoje emprega 21 mil pessoas
Publicidade

Muito antes de a Águia Branca ficar conhecida pelos ônibus que circulam pelas rodovias brasileiras, a história da família começou de uma forma bem diferente: com café sendo negociado no interior do Espírito Santo e transportado onde praticamente não existiam estradas.

O relato foi feito durante uma entrevista sobre a origem do Grupo Águia Branca. Segundo a história contada pela família, o avô Carlinho comprava café no interior de Colatina, acompanhava os preços e levava o produto até a cidade para vender.

Naquela época, parte desse transporte era feita no lombo de animais. Depois veio a compra de um caminhão. Mais tarde, esse veículo acabou dando lugar a um ônibus, e foi justamente aí que começou uma história que mudaria o rumo da família.

Sem saber exatamente o que fazer com o coletivo, surgiu a informação de que havia passageiros interessados em viajar a partir de Governador Valadares. O ônibus foi enviado para a região, um motorista de táxi de Colatina foi contratado para dirigir e o filho mais velho da família, Valécio, com cerca de 14 anos, passou a trabalhar como cobrador.

O serviço deu certo, mas veio um problema inesperado. Cerca de dois anos depois, outra empresa registrou oficialmente a linha. A operação da família, que havia começado em 1946, passou então a ser considerada clandestina. Depois disso, o negócio voltou ao Espírito Santo e continuou crescendo com linhas intermunicipais.

A grande mudança aconteceu entre 1970 e 1971. A empresa tinha aproximadamente 35 ônibus quando comprou a Saionara, que possuía uma frota semelhante. No mesmo período, outra companhia com cerca de 70 a 75 veículos também foi adquirida. Em praticamente um ano, a frota dobrou duas vezes.

A compra da Saionara ainda trouxe um contrato de fretamento, considerado pela família como o começo da área de logística do grupo. Na mesma época nasceu a Valadares Diesel, concessionária Mercedes-Benz de ônibus e caminhões.

Hoje, apesar de o nome Águia Branca continuar fortemente ligado aos ônibus, o transporte de passageiros representa cerca de 7% da receita do grupo, segundo os números apresentados na entrevista.

A área de concessionárias responde por aproximadamente 70%, enquanto a logística representa outros 23%. O grupo também informou contar atualmente com cerca de 21 mil pessoas.

A organização dos negócios ganhou uma nova estrutura em 1993, quando as atividades foram divididas de maneira mais definida e a governança familiar passou a ser centralizada em Vitória. Atualmente, integrantes da família continuam trabalhando ao lado de executivos contratados no mercado.

Publicidade
Conversa

Comentários

0

Deixe seu comentário

Compartilhe sua opinião e participe da conversa.

Seja respeitoso e direto.0/3000

Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a participar da conversa.
Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.