Moraes arquiva investigação contra três ex-diretores da PRF por operações nas eleições de 2022
Ministro do STF acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República, que não encontrou elementos suficientes para responsabilizar os investigados pelas fiscalizações realizadas no segundo turno
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na terça-feira (22) o arquivamento da investigação contra três ex-dirigentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caso apurava a possível participação deles em operações realizadas nas rodovias durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
A decisão atendeu à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver elementos suficientes para atribuir aos três investigados as condutas apuradas.
Quem são os ex-dirigentes beneficiados pela decisão?
O arquivamento alcança Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações da PRF; Luis Carlos Reischak Junior, que atuou na área de Inteligência e foi superintendente da corporação no Rio Grande do Sul; e Rodrigo Cardozo Hoppe, ex-diretor substituto de Inteligência.
Os três haviam sido indiciados pela Polícia Federal em janeiro de 2025. A investigação examinava suspeitas de desobediência, prevaricação e restrição ao exercício do direito de voto relacionadas às operações da PRF.
Por que Moraes arquivou a investigação?
A PGR avaliou que as diligências realizadas não demonstraram a participação dos três ex-dirigentes nas condutas investigadas. Com base nessa manifestação, Moraes determinou o encerramento do caso em relação a eles.
O arquivamento diz respeito à responsabilização criminal desses três investigados. A decisão não significa que todas as operações da PRF realizadas durante as eleições de 2022 tenham sido consideradas regulares, nem altera automaticamente a situação de outras pessoas envolvidas em processos relacionados aos mesmos acontecimentos.
O que aconteceu nas rodovias durante as eleições de 2022?
A investigação teve origem nas fiscalizações realizadas pela PRF em 30 de outubro de 2022, dia do segundo turno da eleição presidencial.
Na ocasião, operações em rodovias federais, especialmente no Nordeste, provocaram questionamentos sobre possíveis dificuldades impostas ao deslocamento de eleitores. Entre 28 e 30 de outubro daquele ano, a PRF fiscalizou 2.185 ônibus no Nordeste e 571 no Sudeste, segundo dados divulgados durante a apuração do caso.
No dia da votação, Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a interrupção de operações que pudessem comprometer o transporte de eleitores. O então diretor-geral da PRF era Silvinei Vasques.
Com a decisão de 22 de setembro de 2026, a investigação fica encerrada em relação a Moura, Reischak e Hoppe, após a PGR concluir que não havia base suficiente para dar continuidade à apuração contra eles.
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