Os caminhoneiros não ficam fora dessa e uma prova disso é que sempre se fala sobre as condições de trabalho dos caminhoneiros no exterior. Esse inclusive foi o tema de uma dúvida durante uma transmissão ao vivo no Facebook do Pedro Trucão. O parceiro Tiago Carvalho pergunta:
Como faço para trabalhar como motorista em outro país? O salário compensa?
Essa é uma pergunta que possui mais de uma resposta, pois depende de uma série de critérios. A experiência de sair do Brasil para trabalhar como motorista em outro país é algo muito particular e ser bem sucedido nessa depende de uma série de fatores.
A crença de que no exterior ser profissional do volante é muito melhor que no Brasil pode não estar tão correta. Claro que quando um motorista brasileiro compara suas condições com um europeu, vai achar que lá é melhor, mas, de forma geral, tudo lá é melhor, então quando comparado ao restante da população, os motoristas do primeiro mundo têm as mesmas reclamações que os daqui e os transportadores indicam as mesmas dificuldades que seus pares brasileiros.
Por isso, cabe a cada profissional avaliar sua própria situação, o que inclui pensar nas coisas que abrirá mão caso queira sair do país, na adaptação com uma nova língua e cultura, entre muitos outros fatores, para decidir se vale a pena ou não investir nisso.
O PROCESSO
Quanto à parte burocrática de sair do Brasil para trabalhar no exterior, vai depender muito do país que a pessoa escolhe para morar. No início do ano, Paula Toco esteve na Austrália e fez uma transmissão ao vivo com o paulista Davi, que é caminhoneiro em terras australianas, para que ele contasse sobre sua experiência. Na live, ele conta que o primeiro passo para trabalhar no exterior é estar no país que você pretende morar.
No caso da Austrália, é preciso tirar o visto e, pelo menos no processo inicial, quem deseja trabalhar lá deve ir com o visto de intercâmbio, para estudar a língua do país – no caso, o inglês – e se aperfeiçoar no idioma. Davi destaca que é necessário ter 80% de presença nas aulas, do contrário o estudante corre o risco de ter seu visto reportado. Durante esse período de estudos, o profissional pode trabalhar 20 horas semanais, o suficiente para se manter no país.
Fonte: Trucão
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