
Foto: ADRIAN DENNIS/AFP/Getty Images
Há uma crescente falta de mão de obra para vários tipos de serviços-base na Europa, em especial para o setor de transporte.
Prejuízos são multiplicados por diversos países europeus devido a falta de caminhoneiros
Nos países desenvolvidos da Europa, Estados Unidos, Canada etc, existe uma latente ausência de motoristas de caminhão. A alta escolaridade dos cidadãos mais a baixa remuneração considerada por eles, afastam possíveis candidatos e o problema só aumenta.
Conforme o relatório da UETR – União Europeia dos Transportadores, somente na França (23 mil), Itália (15 mil) e Espanha (12 mil) existe a carência de mais de 50 mil caminhoneiros.
A ausência dessa mão de obra deixam muitas carretas paradas por toda a Europa, impactando nos valores do frete, aumentando os custos de transporte e desestabilizando a economia.
A situação é tão grave, pois até mesmo os países da Europa Oriental, com proximidades da Rússia, que exportavam essa mão de obra para diversos países, agora também enfrentam o mesmo problema.
Seria uma solução se os candidatos aos empregos de motoristas de caminhão se interessassem mais por esse tipo de trabalho. Na Espanha, por exemplo, de acordo com o Serviço de Emprego Federal existem aproximadamente 23 mil pessoas procurando por emprego e que estariam provavelmente, aptas a trabalhar como motoristas de caminhões. Para grande parte dos desempregados falta apenas a carteira de motorista profissional.
Mas devido a vários fatores, como salários considerados baixos por eles, tempo fora de casa, riscos inerentes à profissão e outros pontos negativos, essas pessoas preferem esperar por outra oportunidade em outras áreas.
Entidades, empresas de transporte e governos tem realizado diversas reuniões na tentativa de resolver a questão, oferecendo treinamento, salários melhores e outros benefícios para os motoristas mais jovens, que não possuem experiência, para ingressarem na carreira de motorista de caminhão.
Por outro lado, ex-caminhoneiros, não querem voltar para trabalhar com transporte, pois dizem que as empresas não pagam salários decentes para os motoristas, onde estes foram reduzidos há alguns anos devido à crise financeira dos países europeus.
De acordo com eles, um salário justo para uma profissão tão difícil quanto a de caminhoneiro, seria uma alternativa mais eficiente para atrair novos motoristas e antigos caminhoneiros também, aqueles que gostam da estrada, porém não conseguem dar uma vida digna para as suas famílias.
Em média, um caminhoneiro na Espanha, atuando em rotas curtas e em médias distâncias, varia de 1.400 a 1.800 Euros (cerca de R$ 6.500 a R$ 8.500) por mês. Motoristas rodoviários, que fazem rotas longas, muitas vezes viajando entre países da união europeia chegam a ganhar até 2.700 euros, elevando o valor salarial para R$ 12.600 por mês, em conversão direta.
Apesar de todas as dificuldades em contratar, no momento, esses países ainda não projetaram nenhum tipo de programa de importação de mão-de-obra, mesmo havendo interesse de candidatos da América do Sul para ingressarem na profissão nesses locais.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 23 de outubro de 2022 16:35
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