Caminhoneiro

Caminhoneiros reclamam dos reajustes nos preços dos combustíveis

O valor das viagens tiveram aumentos de mais de 50% e muitos caminhoneiros pensam em parar ou mudar de profissão

A primeira alta dos preços dos combustíveis do ano reflete em vários serviços

Todos os serviços e materiais produzidos que dependem de fretes sofrerão aumentos.

Em apenas três anos, caminhoneiros perceberam crescimentos de mais de 50% nos valores das viagens e vários pensam em desistir ou mudar de profissão, pois está inviável, relatam diversos motoristas que dependem dos combustíveis para continuar prestando seus serviços.

Ao exemplo de outros países, no Brasil a regra dos aumentos desestimula quem quer ingressar na carreira de motoristas de caminhão e a falta desta mão de obra por aqui, será inevitável, dizem especialistas.

O preço médio do diesel a R$ 3,61 e a gasolina a R$ 3,24 está tornando um verdadeiro inferno a vida dos caminhoneiros no Brasil. Somente no Rio de Janeiro, por exemplo, a gasolina já passa de R$ 7,50 em vários postos.

Segundo o Observatório da Petrobras, a gasolina aumentou 76% e o diesel 78% nas refinarias e pelo visto, o governo nada fará em relação a política praticada atualmente pela estatal, pois alega que não interferirá. Já a presidência da maior estatal brasileira, afirma que segue a política atrelada ao mercado internacional e que não tem como modifica-la.

Quem paga por tudo isso são os brasileiros, nossos caminhoneiros e motoristas em geral, enfim toda a população que anda insatisfeitíssima com essa situação, que destrói planejamentos familiares, pois quem considera ter tantos reajustes assim? 

É impossível! O que se percebe é o empobrecimento da população a cada dia, a diminuição do lucro dos motoristas e caminhoneiros, a ideia de querer privatizar e assim, degradar os serviços da estatal, para que seja justificada sua venda.

Mesmo assim a estatal bate recordes de lucro, imagine se o governo investisse nas refinarias? Seria ruim para seus acionistas, claro que não, pois eles querem que seus investimentos se tornem seguros à longo prazo.

Seria ruim para os brasileiros? Claro que não, pois teríamos finalmente a possibilidade de pagarmos menos pelos combustíveis, e os produtos e serviços tenderiam a baixar e a economia se recuperaria.

Então porque o governo insiste com as vendas das refinarias ao invés de utilizarmos seus dividendos para modernizá-las?

Porque continuaremos importando gasolina e derivados, se poderíamos produzi-los aqui?

Porque não fabricamos ou desenvolvemos nossos derivados aqui, gerando mais empregos em todos os estados?

Porque o governo até o momento não criou uma política para incentivar a diminuição dos impactos dos aumentos sucessivos dos combustíveis que tanto afligem a população e motoristas brasileiros?

Porque o governo não dialoga com os estados para reduzirem em conjunto os impostos dos combustíveis ICMS e PIS/COFINS de uma vez por todas?

Talvez somente nas próximas eleições essas perguntas sejam respondidas. Esperamos que não seja tarde demais!

Redação – Brasil do Trecho

Esta publicação foi modificada pela última vez em 14 de janeiro de 2022 13:28

Etiquetas preço do diesel
João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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