Dicas para motorista

Discos de tacógrafos, aprenda a ler e preencher da forma correta

Gilsãobr dirige um Mercedes Benz Axor mod. 1933 ano 2008 engatado numa carreta baú 3 eixos.

Quer aprender tudo sobre tacógrafo, assista ao vídeo e confira

Esqueça tudo o que você já viu sobre explicações de tacógafro e assista esse vídeo do Gilsão.

Muitos dizem que ele é o “caguete” do caminhoneiro, ele entrega quanto você está rodando, que ele é o X9, mas na verdade esse disco com um monte de folhas sobrepostas de papel, nada mais é do que um aliado dos caminhoneiros, ele salva a reputação dos caminhoneiros, principalmente em casos de acidentes ou algum outro problema.

Esse disco é a prova de que o caminhoneiro estava andando certo, caso seja necessário comprovar, porém ele tem que ser preenchido corretamente, nos lugares certos, pois uma autoridade pode simplesmente desconsiderá-lo por isso.

Ele conta que quem o ensinou a preencher um disco de tacógrafo pela primeira vez, foi um policial rodoviário, quando o parou e percebeu o preenchimento errado que ele tinha feito.

Ele compara, na edição do vídeo, os três tipos de tacógrafos que existem, desde o mais antigo que possuía uma chave e possuía um cabo ligado ao velocímetro, até o mais moderno.

Depois desse mais antigo, lançaram um outro que registrava eletronicamente, não era mais o cabo ligado ao velocímetro.

Em seguida veio o de gaveta tipo cd, que é o que ele usa atualmente e tem também o mais moderno, que ele confessa que não sabe ainda como mexer nele, talvez ele saiba com o tempo e faça um novo vídeo mostrando.

Mas o que ele demonstra no vídeo é o que a maioria dos caminhoneiros possui que é o de gaveta, tipo CD.

A primeira linha externa, que consta na borda do disco, corresponde as horas do dia.

As outras linhas do disco de tacógrafo correspondem a velocidade que o motorista conduziu o veículo durante sua trajetória.

Conforme o motorista vai acelerando ou reduzindo, o marcador do disco vai desenhando como se fosse um exame eletrocardiográfico (quem já fez, sabe do que estamos falando) e vai efetuando isso durante as horas do dia e de acordo com a velocidade conduzida.

Já as marcações de dentro do disco, gravam as horas de direção estacionária ou em movimento. Se parado ele traçará, com o passar do tempo, uma linha horizontal contínua e se ele estiver em movimento, traçará linhas curtas subindo e descendo, demonstrando que ele está andando e não mais parado.

Já a parte mais interior do disco, que contém linhas duplas em sequências, são marcações de distâncias percorridas a cada cinco quilômetros e sendo assim, dá para se ter uma ideia da distância percorrida através dos picos tracejados que ao serem somados a cada cinco quilômetros, teremos no final a distância total percorrida pelo caminhoneiro. 

Existe um símbolo como se fosse um copo, contendo a marcação 1 e 2. Isso identifica o número de motoristas que dirigem o veículo e o nome deve ser anotado, circulando com a caneta o símbolo e descrevendo o nome se é o motorista 1 ou o motorista 2.

Embaixo descreve a cidade para a qual está indo ou o nome da cidade em que está rodando.

Já na descrição do campo “Nº”, coloca-se a placa do veículo. Abaixo disso coloca-se a data atual.

Acima da descrição KM na seta para direita, coloca-se a quilometragem inicial.

Na descrição de cima com a seta virada para a esquerda, você colocará a quilometragem final, ou seja, quando terminar a viagem. E em KM colocará o total da quilometragem percorrida.

Gilson comenta também sobre a legislação atual quanto à velocidade, ou seja, não existe lei que multe o motorista por ter excedido a velocidade ao consultar o tacógrafo. A autoridade policial só pode multar através de radar móvel ou fixo, quanto à velocidade, no exato momento do ocorrido.

Caso seja multado o disco do tacógafro guardado, poderá servir de contraprova para recorrer de multas etc.

Ele finaliza dizendo que a cada dois anos deve ser feita a aferição do aparelho de tacógrafo pelo Inmetro. Outra recomendação é que se guarde o disco de tacógrafo por pelo menos por noventa dias.

É isso aí! Brasil do Trecho trazendo o que há de melhor para você!

Redação – Brasil do Trecho

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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