Caminhoneiro

Caminhoneiros autônomos estão abandonando a profissão com aumento dos combustíveis

O aumento considerado abusivo pela maioria da população brasileira e por boa parte dos caminhoneiros, em especial os autônomos, acreditam que não conseguem ter mais lucro e com isso estão abandonando a profissão.

De acordo com a ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre há cerca de cinco anos atrás o Brasil possuía 919 mil caminhoneiros autônomos e já em 2021 esse número caiu para 696 mil.

Essa queda representa 24% menos caminhoneiros autônomos e não há como deixar de dizer que boa parte disso se deve a ineficiência do governo federal em não atender as reivindicações consideradas tão importantes pela categoria.

Dentre elas a mais importante seria interromper os aumentos sucessivos que destroem qualquer possibilidade de lucro e com isso afastam aqueles que sonhavam seguir a profissão de forma autônoma.

Os aumentos dos combustíveis afetam diretamente também toda a população brasileira que já não aguenta mais com o crescimento da inflação, dentre vários outros fatores que são afetados pelos preços praticados pela Petrobras.

O presidente da ANTB – Agência Nacional de Transporte do Brasil, José Roberto Stringasci, comenta que muitos motoristas estão deixando a profissão.

O apoio que a categoria dos caminhoneiros sempre deu a Jair Bolsonaro, que até hesitou em greves mais radicais, infelizmente não vem sendo recompensado pelo governo Federal.

Os aumentos sucessivos dos combustíveis, a defasagem do frete em relação aos aumentos, a péssima infraestrutura das estradas, a falta de pontos e paradas adequados para abastecimento, o valor anual do MEI-Caminhoneiro que não atende pois é baixo em relação ao que necessitam, os custos dos fretes superam os lucros não tendo como efetuarem adequadamente as manutenções de seus veículos, os caminhoneiros não tem como cumprir a lei do descanso pois muitos locais não permitem que eles parem para pernoitar, falta maior segurança nas estradas em todos os estados do país, dentre vários outros fatores.

É essa falta de atenção que a categoria cobra, porém sem efeito real ou definitivo por parte do governo federal.

Resta aos caminhoneiros elegeram políticos que realmente representem os anseios e as necessidades da categoria, dando maior atenção para aqueles que sempre estiveram apoiando os governos, mas que agora cobram que seus direitos sejam atendidos!

Redação – Brasil do Trecho

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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