Combustível

Apenas 5 empresas entram em programa do diesel e plano do governo

4 de abril de 2026
João Neto
ANTT autoriza redução do biodiesel em combustível no Rio Grande do Sul

O plano do governo para tentar segurar o preço do diesel começou com um problema: apenas cinco empresas foram habilitadas para participar do programa.

Entre elas está a Petrobras, além de outras companhias menores do setor de combustíveis. A lista inclui também importadoras e distribuidoras que aceitaram entrar na primeira fase da subvenção criada pelo governo.

A ideia do programa é simples: quem vender o diesel mais barato recebe um valor de volta do governo, tentando evitar que o preço nas bombas suba ainda mais por causa do petróleo caro no mundo.

O problema é que grandes empresas do setor ficaram de fora. Gigantes como Vibra, Raízen e Ipiranga não aderiram nessa primeira fase, alegando falta de clareza nas regras e insegurança no modelo.

Isso acende um alerta porque essas grandes distribuidoras representam boa parte do mercado. Sem elas, o impacto do programa pode ser bem menor do que o esperado.

Outro ponto que preocupa é que o Brasil depende da importação de cerca de 30% do diesel consumido, e boa parte disso passa justamente por empresas que não entraram no programa.

Mesmo assim, o governo segue tentando ampliar a adesão e já negocia uma segunda fase do programa, inclusive com participação dos estados, para tentar segurar o preço do combustível e aliviar o bolso de caminhoneiros e da população.

Sobre o Autor

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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