
Caminhoneiro falecido no deslizamento e sua filha. Foto: Arquivo pessoal
O caminhoneiro João Pires tinha 60 anos e no momento do acidente conduzia o caminhão que ficou com a cabine pendurada na ribanceira após ser atingido pelo deslizamento de terra.
Na última segunda-feira (15), os motoristas que trafegavam pela BR -374, no Paraná, foram surpreendidos por uma avalanche de terra que soterrou carros e caminhões. Vídeos de sobreviventes feitos no local da tragédia mostravam o cenário de destruição. Era por volta das 19h quando um pedaço do barranco que beira a rodovia despencou com muita lama e pedras, atingindo quem passava pelo local.
A imagem mais dramática foi a do caminhão com a cabine pendurado na ribanceira. O caminhão era conduzido pelo caminhoneiro, João Pires, que morreu no local do acidente.
O filho do João Pires, que também é caminhoneiro, recebeu um áudio no WhatsApp, enviado por um colega, falando que um caminhão muito parecido com o que o pai dele conduzia estava pendurado na ribanceira, mas que não estava conseguindo manter contato com ele. A partir daí começou um desespero na família com a incerteza de encontrar o caminhoneiro com vida. A confirmação da morte do caminhoneiro veio no dia seguinte, na terça-feira (16).
Para a filha, ele era um pai amoroso e presente. Tatiana conta que por vezes os filhos gostavam de acompanhar o pai nas viagens. “Aprendi a dirigir com ele. Tanto que o meu irmão mais velho seguiu a profissão, é caminhoneiro, já tem uns 10 anos”, desabafa a filha do caminhoneiro.
João Pires Maria, de 60 anos, era a inspiração da filha, Tatiane Cristina, que diz que vai seguir a profissão do pai para que onde ele estiver sinta orgulho dela e da profissão que sustenta a família por muitos anos.
O caminhoneiro Márcio Rogério, de 51 anos, foi outra vítima do deslizamento na BR -176. O cunhado do motorista contou que descobriu que ele era uma das vítimas através dos vídeos que circulavam pelas redes sociais.
Ele disse ter reconhecido o caminhão de Márcio em um dos vídeos e após entrar em contato com a empresa de rastreamento do caminhão descobriu que realmente o caminhoneiro estava no local da tragédia. O corpo do motorista foi identificado pelo Corpo de Bombeiro dois dias após o deslizamento, na quinta-feira (1). O governo do Paraná informou que a demora para a remoção do corpo foi devido à complexidade do local.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 5 de dezembro de 2022 11:18
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