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Embora, para muitos, os EUA sejam a nação mais rica e importante do mundo, há espaço para muitos profissionais (graduados ou não) que buscam uma oportunidade de trabalho. Isso é válido para, praticamente, todas as profissões. Se há necessidade de determinadas profissões, a imigração se ajusta para oferecer a esses profissionais a oportunidade de ir para os EUA, como ocorre em determinados momentos com os caminhoneiros.
Um exemplo é o caso dos médicos para o Tennessee, onde há flexibilização da validação do diploma para que possam atuar no estado. Essa flexibilização segue vários passos – provas, entrevistas, avaliações – para a revalidação do diploma. E há tendência de flexibilização em outros estados por conta da necessidade de mão de obra qualificada para que o profissional possa começar a trabalhar logo. Deve-se observar que a flexibilização visa a dar condições para o profissional trabalhar, não significa que ele vá receber o green card.
Da mesma forma, ter licença para trabalhar nos EUA não é o mesmo que ter o visto para poder trabalhar, o green card. Há essa distinção. Ter o green card é ter um documento de residência permanente que, consequentemente, dá o social security, que corresponde ao CPF, e que permite viver, trabalhar, estudar, pagar seus impostos, ter sua família e sua residência nos EUA.
Quando se aplica um pleito de imigrante, está se aplicando para um green card, o cartão verde, um documento de residência permanente. Há duas situações: visto de imigrante e visto de não imigrante, que é um visto temporário, para quem vai passar uma temporada e voltar para o país de origem, por exemplo: o visto de turista ou o visto de estudante.
Mas deve-se fazer uma distinção relevante. Uma pessoa pode conseguir o green card e não receber a licença, ou conseguir a licença e não conseguir o green card. Há muitos profissionais que têm autorização para trabalhar nos EUA, mas não têm o green card, e sim visto temporário, como H1B ou J1. Ou seja, estão trabalhando, mas ainda não são residentes permanentes. São coisas diferentes: uma coisa é a licença para trabalhar e outra coisa é o documento para trabalhar.
Deve-se observar que a experiência profissional é algo que pode ser apresentado à imigração para mostrar que é um profissional que pode ser interessante para os EUA.
Uma vez que profissionais de qualquer profissão podem ser interessantes para os EUA, há uma aplicação muito conhecida e é a mais comum para a aquisição do green card, que é a aplicação EB2 NIW (National Interest Waiver), mas que não é o único caminho para o green card. O EB indica que é uma aplicação de green card, de residência permanente baseada em trabalho. Há o EB1, EB2, EB3, EB4, EB5, cada uma com critérios diferentes. EB2 é uma aplicação tradicionalmente patrocinada.
O interessado precisa de um empregador patrocinando um profissional que preenche os requisitos do EB2. Por exemplo, uma empresa que quer trazer um profissional que tem requisitos diferentes, como bacharelado e mais de cinco anos de experiência, o mestrado ou o que chamam de habilidade excepcional, que é a habilidade de preencher certos requisitos.
Outra aplicação é a EB3, que tem três categorias. É uma aplicação de green card com patrocínio que tem três categorias: skilled (habilitado), unskilled (não habilitado) e professional (profissional).
Atualmente, há a possibilidade de dispensar o empregador, que é o que se chama de NIW. A base do NIW é uma jurisprudência de 2016, cuja premissa é solicitar a dispensa do empregador porque o trabalho que o profissional vai desempenhar pode impactar a comunidade, a sociedade, e ir além das fronteiras do empregador, tendo consequências, por exemplo, no meio ambiente, na realidade socioeconômica.
E qual o primeiro passo para os interessados em buscar o sonho americano? É elaborar o currículo e enviar para análise do D4U no formulário do site.
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