Motoristas que passaram pela BR-364, entre os acessos para Manoel Urbano e Feijó, viveram momentos de pânico na noite e madrugada desta quinta-feira (27). Dois homens armados com uma espingarda atiraram contra caminhoneiros, deixando um ferido.
A vítima, Diogo Pessato, foi atingida no rosto e socorrida por outro motorista, sendo levada ao Hospital de Manoel Urbano. Outro caminhão também foi atingido, mas o condutor saiu ileso.
Caminhoneiros relataram tentativa de assalto
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra marcas de tiros na cabine de um dos caminhões. O motorista que gravou as imagens suspeitava de uma tentativa de assalto.
“Ontem foi uma tentativa de assalto ali na cabeceira da ponte do Jurupari. A gente veio em dois carretos e ele acabou atirando. Pelo livramento de Deus, não atingiu ninguém. Passou aí, pegou no vidro, olha aqui as marcas, em cima do motorista. Livramento de Deus mesmo”, relatou o caminhoneiro.

PM descarta tentativa de assalto e prende suspeitos
Apesar das suspeitas iniciais, a Polícia Militar de Feijó apurou que não se tratava de uma tentativa de assalto, mas de disparos feitos por dois homens embriagados, que utilizaram a espingarda da irmã de um deles.
Segundo a PM, uma mulher acionou a equipe após socorrer o caminhoneiro ferido. “Chegando ao local, a testemunha relatou que a vítima chegou em sua casa gritando por socorro, com muito sangue no rosto, e que momentos antes ouviu alguns disparos de arma de fogo”, informou a polícia.
Durante a investigação, os policiais descobriram que Ridiomaro Araújo de Sousa e Idemário de Araújo Santos haviam pego a espingarda para caçar, mas decidiram atirar contra os veículos que passavam na rodovia. A irmã de um dos envolvidos, Lucirlene Ferreira dos Santos, confirmou que a arma pertencia a ela e que, ao perceber o que os homens haviam feito, tomou a espingarda de volta e recolheu as cápsulas deflagradas.
Os suspeitos foram localizados e presos. Idemário confessou ter efetuado os disparos contra o caminhão. A arma, uma espingarda calibre 32, foi entregue à polícia por um parente dos acusados.
A Polícia Civil investigará se houve intenção de matar ou se os disparos foram feitos sem um alvo específico.

