
Arquivo pessoal da familia. Foto: reprodução
Faleceu nesta quarta-feira (9), aos 103 anos, Maria Cecatto Bedin, esposa de Raul Bedin, fundador da tradicional Transportadora Panex, com sede em Caxias do Sul. Dona Maria morreu de causas naturais em sua residência, cercada pela família.
O velório ocorre na Capela A do Memorial São José, e o sepultamento será realizado às 15h30 desta quinta-feira (10), no Cemitério Público Municipal da cidade.
Nascida em 1921 no Travessão Felisberto da Silva, antigo distrito de Flores da Cunha, Maria teve uma vida marcada pelo trabalho, fé e dedicação à família. Aos 100 anos, teve sua trajetória celebrada em reportagem especial do jornal Pioneiro.
Filha de Fioravante Cecatto, comerciante e agricultor, Maria foi a primogênita do segundo casamento do pai. Com 15 irmãos, teve uma infância simples, estudou até o quarto ano e, desde cedo, ajudava nos afazeres da casa e no cuidado dos irmãos.
Conheceu Raul Bedin em um domingo, durante uma ida à igreja, e o amor logo floresceu. Casaram-se em 1947 e tiveram quatro filhos: Suzana, Paulo, Sueli e Suzete. A família se multiplicou: Maria teve 10 netos e 14 bisnetos, sempre rodeada por afeto e união.
Antes de se casar, Maria trabalhava como costureira. Depois, costurava para filhos, netos e bisnetos, sem jamais deixar de cuidar da família. Ao lado da cunhada, Otília Antoniazzi, cuidava da parte financeira da empresa recém-fundada, enquanto os maridos enfrentavam as estradas transportando vinhos e mercadorias.
A transportadora nasceu como Expresso Bedin, em 1950, e se transformou em Transportes Panex em 1960, tornando-se uma das marcas mais reconhecidas no setor logístico brasileiro. Em 1981, os filhos passaram a integrar a gestão do negócio.
Raul Bedin faleceu em 1999, mas Dona Maria seguiu como pilar da família.
Luiza Bedin Dieter, neta de Maria, prestou uma homenagem comovente à avó:
“A vó, a bisa Maria, a Dona Maria, fez mais parte da minha vida do que minha própria mãe. Sempre colocava Deus à frente, com seu tercinho na mão e a família no coração. Foi um privilégio termos convivido com ela.”
Mais do que a matriarca de uma das famílias mais tradicionais do transporte nacional, Maria Cecatto Bedin deixa um exemplo de vida longa, íntegra e repleta de significado. Sua história se entrelaça com a própria trajetória do setor logístico no Brasil.
Ela será lembrada não só como esposa do fundador da Panex, mas como uma mulher de coração generoso, cuja fé e amor sustentaram gerações.
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