
Foto: Reprodução / Record TV
Transportadoras contratadas pelos Correios para realizar entregas em todo o país estão enfrentando sérias dificuldades financeiras devido à atrasos nos repasses de pagamento por parte da estatal. A situação tem gerado prejuízos, paralisações e ameaça até mesmo a continuidade de serviços em determinadas regiões, especialmente nas áreas mais remotas.
Segundo relatos de empresários do setor logístico, há contratos com faturas em aberto há mais de dois meses, o que compromete o pagamento de motoristas, manutenção de frotas e o abastecimento dos veículos. Alguns caminhoneiros, que atuam como autônomos agregados aos transportadores, já estariam se recusando a carregar devido à falta de previsibilidade nos repasses.
Um dos representantes de uma transportadora do Centro-Oeste, sob condição de anonimato, afirmou que precisou reduzir a quantidade de veículos na estrada para conter prejuízos. “Os Correios não estão honrando os prazos estabelecidos no contrato. Continuamos fazendo as entregas, mas os custos estão saindo do nosso bolso”, disse.
Em alguns casos, filiais de empresas de transporte suspenderam rotas menores ou mais distantes, como áreas rurais e cidades de difícil acesso. Isso tem causado atrasos nas entregas e reclamações de consumidores, mas a origem do problema, segundo os transportadores, está no repasse federal travado.
Para os motoristas que trabalham vinculados às empresas contratadas, a situação também é crítica. Sem o pagamento das viagens já realizadas, muitos estão enfrentando dificuldades para manter o básico, como alimentação na estrada e manutenção dos próprios caminhões.
“Fiz duas viagens para os Correios no mês passado e até agora não recebi. Estou parado porque não tenho como rodar de novo sem combustível e sem receber”, relatou um caminhoneiro autônomo da região Sul.
Procurados por veículos de imprensa e representantes do setor, os Correios ainda não divulgaram nota oficial sobre os atrasos. Internamente, circulam informações de que a estatal enfrenta restrições orçamentárias e repactuações com fornecedores, o que pode ter impactado o fluxo de pagamentos.
Com a maior malha de entrega do país, os Correios dependem de centenas de transportadoras para cobrir todas as regiões. Os atrasos nos repasses podem gerar um efeito em cadeia, prejudicando não apenas o setor logístico, mas também o comércio eletrônico e o consumidor final, especialmente em datas como Dia das Mães, Black Friday e Natal.
Especialistas em logística alertam que o problema, se não for resolvido, pode afetar a credibilidade da estatal com seus parceiros, além de comprometer o atendimento em localidades onde apenas os Correios operam.
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Esta publicação foi modificada pela última vez em 7 de maio de 2025 21:05
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