Caminhoneiro

Caminhoneiro é impedido de retirar veículo de lavoura após acidente na BR-277, no Paraná

Um caminhoneiro está há mais de uma semana impedido de remover seu caminhão de uma propriedade rural às margens da BR-277, no município de Céu Azul (PR), após se envolver em um acidente que resultou na invasão de uma lavoura de feijão. O caso ocorreu no último dia 27 de maio, nas proximidades do km 625 da rodovia.

Segundo relatos, o motorista — identificado como V.A.S. — transportava uma carga de trigo vinda do Paraguai com destino à cidade de Cascavel. Ele contou que tentou desviar de um veículo que realizava uma manobra perigosa na pista, perdeu o controle da carreta e acabou saindo do acostamento, invadindo a plantação.

Desde então, o caminhão permanece atolado na lavoura, mas o proprietário do terreno exige o pagamento de R$ 22 mil pelos prejuízos à plantação como condição para liberar o veículo. Sem conseguir sair do local, o caminhoneiro teme que a carga seja saqueada e depende da ajuda de colegas para se alimentar.

Impasse entre caminhoneiro e dono da terra

A seguradora da transportadora foi acionada e já iniciou uma perícia técnica para avaliar os danos, mas não houve acordo com o proprietário da lavoura, que insiste no pagamento imediato.

Especialistas em Direito ouvidos pela reportagem alertam que a conduta do dono da terra pode configurar crime de exercício arbitrário das próprias razões, previsto no artigo 345 do Código Penal. A legislação brasileira determina que a reparação de danos deve ser buscada por meios legais, e que fazer justiça com as próprias mãos é ilegal, mesmo quando se considera estar no direito.

“O proprietário tem o direito de buscar ressarcimento, mas não pode reter bens alheios à força como forma de pressão. Isso deve ser resolvido na Justiça”, explica um advogado consultado.

Motorista segue retido sem previsão de saída

Enquanto o impasse jurídico e financeiro não é resolvido, o caminhoneiro segue retido no local, ao lado do veículo atolado, acumulando prejuízos e sem previsão para retomar a viagem. O caso tem chamado a atenção de colegas de profissão, que vêm prestando apoio e denunciando a situação nas redes sociais.

O episódio também reacende o debate sobre a insegurança nas rodovias federais e a falta de suporte imediato para caminhoneiros que enfrentam situações emergenciais.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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