A rotina de um caminhoneiro brasileiro é marcada por longas jornadas, saudade constante e uma dura realidade: o tempo com a família é escasso. Para ilustrar essa situação, fizemos uma simulação com base em um cenário comum: um caminhoneiro que trabalha durante 40 anos e visita a família apenas duas vezes por mês, ficando um dia em casa a cada visita.
O resultado é chocante.
Em 12 meses, ele passa 24 dias com a família. Multiplicando isso por 40 anos, temos apenas 960 dias ao lado de quem ama — o que equivale a 2 anos e 7 meses.
A conta é simples, mas a realidade é pesada:
- Visitas por mês: 2
- Dias por visita: 1
- Total de dias com a família por ano: 24
- Em 40 anos de trabalho: 960 dias
- Convertido em anos: 2 anos e 7 meses
Ou seja, em 4 décadas de estrada, o caminhoneiro esteve mais de 13 mil dias viajando, e menos de mil dias ao lado dos filhos, da esposa, dos pais e da rotina que muitos consideram comum.
Um preço alto por manter o Brasil em movimento
Esse número escancara o quanto os caminhoneiros sacrificam suas vidas pessoais em nome da profissão. São eles que garantem que alimentos cheguem às prateleiras, remédios aos hospitais e mercadorias a todos os cantos do país.
Mesmo assim, enfrentam:
- Baixos salários
- Jornadas exaustivas
- Estradas precárias
- Riscos de assaltos, acidentes e doenças
Reflexão necessária
A simulação serve como um alerta: não podemos romantizar uma rotina que cobra tanto dos profissionais e devolve tão pouco. Valorizar o caminhoneiro é mais do que respeitar — é repensar condições de trabalho, segurança, remuneração e principalmente tempo com a família.

