Caminhoneiros brasileiros recebem apoio após ficarem presos por nevasca entre Chile e Argentina

Caminhoneiros recebem ajuda em Nevasca. Foto: reprodução

Uma forte nevasca que atingiu a Cordilheira dos Andes deixou dezenas de caminhoneiros brasileiros retidos na fronteira entre o Chile e a Argentina. O bloqueio ocorreu na região do Paso de Jama, uma das principais rotas de ligação entre os dois países, e mobilizou autoridades de vários países para garantir o resgate e a assistência aos motoristas.

Condições extremas desafiaram os motoristas

A nevasca, que trouxe temperaturas abaixo de -17 °C, atingiu em cheio a rodovia CH‑27, bloqueando totalmente a passagem e deixando os motoristas isolados em meio ao frio intenso e à falta de estrutura. Muitos caminhões ficaram cobertos pela neve, e os condutores enfrentaram dias de incerteza, fome e dificuldades respiratórias devido à altitude, que ultrapassa os 4 mil metros.

Alguns motoristas relataram que estavam com mantimentos limitados e enfrentavam noites congelantes dentro dos veículos. Muitos estavam em comboio com cargas vindas do Brasil com destino ao Chile e a outros países do Mercosul.

Esforços conjuntos para o resgate

A situação mobilizou autoridades chilenas, argentinas, brasileiras e paraguaias, que atuaram em conjunto para prestar socorro aos caminhoneiros. Máquinas foram enviadas para remoção da neve, enquanto equipes de resgate percorreram a área para localizar os veículos presos.

Alguns caminhoneiros conseguiram ser levados para pousadas na região de San Pedro de Atacama, no Chile, onde receberam alimentação, cobertores e primeiros socorros. O Itamaraty também acompanha o caso e está oferecendo suporte consular aos brasileiros afetados.

Caminhoneiros começam a ser liberados

Com a melhora gradual das condições climáticas, os primeiros motoristas começaram a ser retirados da região. Um caminhoneiro do Paraná, por exemplo, foi resgatado após passar dias preso com o caminhão em meio à neve. Ele recebeu atendimento médico por conta da pressão arterial alterada, mas passa bem.

Apesar das boas notícias, a estrada segue interditada, e o trabalho de liberação completa da pista continua. A recomendação é que os motoristas evitem a região até que a travessia esteja oficialmente liberada pelas autoridades.