Dois guardas municipais de Sete Lagoas (MG), envolvidos na morte do caminhoneiro Marcos Vinício Ribeiro Dias, 28, foram afastados das atividades operacionais e liberados após a alegação de legítima defesa. O caso ocorreu durante a tradicional Carreata de São Cristóvão, no último domingo (27), e segue sob investigação da Polícia Civil.
O que diz a Corregedoria e o Prefeito
O prefeito Douglas Melo (PSD) anunciou o afastamento dos agentes cerca de oito horas após a tragédia:
“Estão afastados das ruas até que a Polícia Civil conclua a investigação”
A Guarda Municipal, por sua vez, expressou solidariedade à família e afirmou que está acompanhando o caso com responsabilidade e transparência.
Versão da Guarda:
- A confusão começou após o fim da dispersão do evento religioso.
- Segundo a corporação, o caminhoneiro desobedeceu a ordem de parada, avançou sobre a calçada, atropelou um agente e deu ré em cima do mesmo, colocando em risco sua vida.
- Diante da ameaça iminente, o agente disparou, atingindo Marcos.
Versão da família:
- A viúva, Eduarda Cristina Amorim, nega que houve qualquer tentativa de ataque ao bloqueio.
- Ela afirma que o caminhoneiro apenas seguia o fluxo da carreata, dentro da cabine junto aos dois filhos pequenos.
- A mulher contesta que o marido possa ter dado ré com crianças dentro do veículo.
Medida adotada no município
Como desdobramento do caso, a gestão municipal anunciou a implantação de câmeras corporais para todos os guardas municipais de Sete Lagoas, como forma de garantir mais transparência em futuras ocorrências .
Situação legal e próximos passos
- A Polícia Civil de Minas Gerais conduz as investigações por meio da Delegacia Especializada em Homicídios de Sete Lagoas.
- O agente que disparou foi liberado pela autoridade policial, com base na justificativa de legítima defesa, mas segue na mira da apuração oficial

