Foto: Reprodução de video
A Nikola Corporation, empresa americana especializada em caminhões elétricos e a célula de combustível de hidrogênio, entrou com pedido de recuperação judicial sob o regime do Capítulo 11 nos Estados Unidos em 19 de fevereiro de 2025, depois de enfrentar dificuldades financeiras severas, queda na demanda e altos custos operacionais. A companhia planeja promover leilões de ativos e seguir com operações limitadas durante o processo de venda.
Em comunicado, a diretoria explicou que, apesar das tentativas de captação de recursos, redução de passivos e contenção de despesas, não foi possível superar os desafios que ameaçavam a continuidade da empresa. O CEO Steve Girsky afirmou que a alternativa mais viável foi o pedido de falência, como forma de reestruturar as finanças e proteger os credores MarketWatch+1New York Post+1.
Antes da falência, a Nikola ostentava uma valorização de mercado que ultrapassava os US$ 30 bilhões, superando inclusive a Ford em valor de mercado por breve período. Contudo, o escândalo envolvendo fraudes de seu fundador, Trevor Milton — que foi condenado em 2022 — e problemas técnicos nos veículos, como incêndios nas baterias de caminhões elétricos em 2023, abalaram a confiança dos investidores e aceleraram seu declínio.
No momento da declaração de falência, a Nikola registrou entre US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão em ativos, frente a passivos estimados entre US$ 1 e US$ 10 bilhões. A companhia dispunha de cerca de US$ 47 milhões em caixa para financiar a operação limitada e pagar funcionários até o encerramento das vendas judiciais.
A montadora também iniciou o processo formal para saída voluntária da Nasdaq e o cancelamento do registro junto à SEC, movimento que reforça sua condição de reorganização judicial.
A falência da Nikola representa mais um revés para a indústria de veículos elétricos— e especialmente para os modelos movidos a hidrogênio. Especialistas apontam que esse desfecho fragiliza ainda mais a tecnologia no setor de transporte de cargas pesadas, prejudicada por custos elevados, infraestrutura insuficiente e crescente concorrência. Em paralelo, a Lucid Group já anunciou a aquisição de algumas instalações da Nikola no Arizona e a manutenção de mais de 300 empregos relacionados à antiga operação da empresa.
A Nikola segue em processo de leilão de ativos, enquanto mantém operações mínimas, como serviços a clientes e suporte a caminhões em uso até março de 2025. A companhia pretende continuar pagando funcionários essenciais até a conclusão do processo judicial, embora não haja garantia de que os acionistas receberão qualquer compensação, caso os recursos não cubram as dívidas.
A empresa enfrenta ainda o risco de desaparecer totalmente caso não surja comprador ou parceria estratégica para salvar seus negócios. A situação expõe a fragilidade de empresas de alta tecnologia dependentes de investimentos externos, visibilidade de marca e regulação fiscal previsível.
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