
Wallace Landim, conhecido como Chorão. Foto: Arquivo pessoal Chorão
Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), negou qualquer possibilidade de convocar uma mobilização nacional dos caminhoneiros em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida na segunda-feira (21), Chorão afirmou que, embora tenha convicções pessoais, não pretende levar a categoria a um “abismo político” ou permitir que seja usada como “massa de manobra” em disputas partidárias.
A declaração ocorre em meio ao surgimento de rumores sobre ações coordenadas por parlamentares da oposição para pressionar a categoria. Deputados como Zé Trovão (PL‑SC) e Rodolfo Nogueira (PL‑MS), ligados ao agronegócio, lideraram a criação de uma Comissão Temporária de Mobilização Externa com o propósito de unir aliados pró‑Bolsonaro ao setor de transporte rodoviário.
Durante o mesmo evento, Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, não descartou que essa articulação poderia incluir uma paralisação de caminhoneiros em apoio ao ex-presidente, gerando especulações nas redes sociais e grupos bolsonaristas. Ainda assim, nenhuma entidade representativa oficial da categoria convocou ou endossou o movimento.
Chorão reforçou a distinção entre sua atuação pessoal e institucional: “Como brasileiro, eu posso estar nas ruas por Bolsonaro, mas como líder da categoria, não posso tomar nenhuma decisão política”. A Abrava sinalizou que seguirá pautada em reivindicações econômicas e profissionais, distanciando-se de agendas ideológicas .
Enquanto isso, lideranças regionais de caminhoneiros têm discutido mobilizações em torno de temas econômicos concretos, como o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — uma pauta que ainda carece de definição formal por parte das instâncias representativas da categoria.
A postura pública de Chorão sinaliza um esforço do setor para evitar que os caminhoneiros sejam cooptados por interesses partidários, reafirmando o foco nas condições de trabalho, remuneração e diálogo com o governo sobre questões urgentes do transporte rodoviário.
Caso deseje, posso trazer perfil de outras lideranças influentes do setor ou acompanhar próximas declarações sobre temas econômico.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 24 de julho de 2025 21:05
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