
Caminhões parados no Pátio. Foto: Reprodução / Internet
O setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil está enfrentando um cenário de forte pressão financeira, com margens de lucro cada vez mais estreitas. Empresas do ramo alertam que os custos operacionais dispararam nos últimos meses, enquanto os valores pagos pelos serviços de frete seguem estagnados — um desequilíbrio que ameaça a sustentabilidade de muitas transportadoras, especialmente as de pequeno e médio porte.
De acordo com dados recentes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), os custos médios do transporte rodoviário subiram cerca de 9,2% no primeiro semestre de 2025, puxados principalmente pelo aumento do diesel, manutenção de frota, pneus e pedágios.
Enquanto isso, os reajustes no valor do frete negociado com embarcadores não acompanharam essa alta: a média de reajuste ficou em torno de 3,1%, o que representa uma defasagem de mais de 6 pontos percentuais.
“Estamos operando praticamente no vermelho. A conta não fecha quando o custo sobe e o valor do frete não acompanha. Se nada for feito, muitas empresas vão quebrar”, alerta Rodrigo Peçanha, empresário do setor e presidente de um sindicato regional de transportadores.
Apesar de certa estabilidade no mercado internacional, o preço do diesel segue como principal fator de impacto no caixa das transportadoras. Em várias regiões do país, o litro do combustível ultrapassa os R$ 6,00, acumulando alta de mais de 18% no ano.
Além disso, aumentos em peças de reposição, mão de obra especializada e taxas de seguro também têm pressionado os orçamentos.
Lideranças do setor estão buscando diálogo com os principais contratantes de frete para negociar reajustes imediatos. A expectativa é de que as grandes indústrias, redes de varejo e operadores logísticos reconheçam o cenário adverso e atualizem suas tabelas.
“Não se trata de ganhar mais, mas de manter a operação viável. Transporte é essencial para o país, mas não pode funcionar à custa de prejuízo constante”, destaca Peçanha.
Diante do impasse, alguns representantes de autônomos e cooperativas voltaram a defender a revalorização da Tabela Mínima de Frete da ANTT, criada para garantir remuneração justa e condições mínimas de operação. No entanto, o tema continua gerando polêmica entre embarcadores e motoristas.
O encolhimento das margens no transporte também acende um alerta para a cadeia de abastecimento: com menos capital para investir, empresas reduzem frotas, adiam renovações de veículos e diminuem capacidade de atendimento, o que pode gerar atrasos e gargalos em diferentes setores da economi
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