A decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de até 50% sobre importações de diversos países, incluindo o Brasil, já começa a impactar o setor de transporte global — e pode refletir diretamente nos fretes internacionais e na movimentação de cargas das transportadoras brasileiras.
Como funciona a taxação americana (50%)
Desde abril de 2025, o governo dos EUA implementou:
- 10% de tarifa universal para todas as importações
- Tarifa escalonada entre 11% e 50% para países selecionados, como o Brasil, com impacto direto no comércio bilateral
Um incremento significativo também ocorreu em bens como aço e alumínio, cujo imposto saltou de 25% para 50% em junho de 2025 .
Efeitos no setor de transporte e logística
Queda no volume de cargas
Com o aumento nos preços das importações, muitas empresas estão reduzindo pedidos ou adiando envios para os EUA, o que significa menos fretes disponíveis para transporte internacional e doméstico .
Custos operacionais em alta
Transportadoras americanas já reportam perdas. Cerca de 66% das empresas logísticas nos EUA afirmam estar afetadas pela nova política de tarifas, e a expectativa é de que os preços de veículos, peças e equipamentos aumentem significativamente — estimativa de até US$ 35.000 a mais por caminhão.
Fretes mais caros e menor margem
A alta nos custos, aliada ao menor volume de cargas, pressiona os preços dos fretes. Operadoras buscam maneiras de ajustar rotas, negociar tarifas e reduzir serviços para manter a operação .
Repercussão para quem vive da estrada
- Caminhoneiros autônomos, transportadoras de pequeno e médio porte e operadores logísticos podem enfrentar fretes com valor reduzido e menor frequência de cargas.
- Pressão na cadeia de insumos, como peças importadas, que podem afetar manutenção e operação dos veículos.
- Readequação de rotas e fornecedores, buscando fornecedores alternativos fora dos EUA ou estoques estratégicos .

