
Foto: Gilson Teixeira/Secap
A nova gasolina E30, com 30% de etanol anidro na mistura, começou a ser produzida em agosto e já começa a chegar aos postos de abastecimento em todo o país. As refinarias já iniciaram a produção com o aumento do percentual de etanol, e a transição para os estoques da fórmula anterior (que tinha até 27,5%) ocorrerá gradualmente à medida que os tanques forem renovados.
A alteração foi aprovada em junho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e sancionada em outubro de 2024 pelo governo federal, com validade a partir de 1º de agosto. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a nova mistura pode reduzir o preço do litro em cerca de R$ 0,11.
Testes conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia com uma frota diversificada de veículos fabricados entre 1994 e 2024, incluindo modelos antigos e híbridos, indicaram que a gasolina E30 não causa impacto significativo no desempenho, na dirigibilidade ou nos sistemas de injeção. Os motores não apresentaram falhas durante partidas a frio ou em uso contínuo.
A nova formulação também conta com octanagem levemente superior — de 94 RON em vez dos 93 anteriores — o que contribui para uma queima mais eficiente e menos detonação em motores modernos com alta compressão.
Apesar de os benefícios serem muitos, há impactos esperados, principalmente no consumo. Como o etanol tem menor densidade energética que a gasolina, a autonomia dos veículos pode ser reduzida. Motoristas que possuem modelos importados, carburados ou fabricados há mais de 20 anos devem considerar o uso da gasolina premium, que mantém o teor de etanol entre 22% a 25% e octanagem superior.
Segundo estimativas do Ministério, a mudança pode gerar aumento de 1,5 bilhão de litros na demanda por etanol e evitar a importação de aproximadamente 760 milhões de litros de gasolina por ano. O investimento previsto no setor do biocombustível é de cerca de R$ 9 bilhões, além da redução estimada de até 1,7 milhão de toneladas em emissões de gases de efeito estufa anualmente.
Em resumo, a gasolina E30 inaugura uma nova etapa na matriz de combustíveis brasileira: mais renovável, mais eficiente e com menos impacto ambiental. A adaptação dos veículos deve ser tranquila para a maioria da frota atual — especialmente os carros flex — mas os consumidores devem estar atentos à compatibilidade de seus modelos antes de optar pela nova mistura.
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