Caminhoneiros evitam fretes para o Rio de Janeiro por medo e insegurança nas estradas

Cristo Redentor.

O clima de insegurança nas estradas e nas principais vias de acesso ao Rio de Janeiro tem levado muitos caminhoneiros a recusar fretes com destino ao estado. A decisão, embora traga prejuízos financeiros, é vista por motoristas e empresas como uma medida de autoproteção diante do aumento de assaltos, roubos de carga e ataques a veículos de transporte.

Nos últimos meses, relatos de motoristas abordados por criminosos em áreas como a Avenida Brasil, Arco Metropolitano e trechos da Baixada Fluminense se tornaram mais frequentes. Caminhoneiros relatam que o medo de entrar em regiões controladas por facções armadas ou atravessar pontos sem policiamento efetivo pesa mais do que o valor pago pelo frete.

Transportadoras de diferentes estados confirmam a dificuldade em encontrar profissionais dispostos a fazer o trajeto até o Rio. Em muitos casos, as empresas precisam pagar valores até 40% maiores para convencer os motoristas, o que encarece o custo logístico e afeta o abastecimento de produtos.

Enquanto isso, entidades que representam o setor pressionam por uma resposta das autoridades de segurança pública. A expectativa é que o reforço de policiamento nas rotas críticas e o uso de tecnologia, como rastreamento e escoltas em trechos de risco, possam restabelecer a confiança dos caminhoneiros.

Por ora, o cenário segue preocupante. O medo e a falta de garantias mínimas de segurança estão transformando a logística do país, e o Rio de Janeiro — um dos principais polos de consumo e distribuição do Brasil — começa a sentir o impacto de um problema que vai além do volante: a sensação de abandono nas estradas.