
Foto: Denny Cesare / Código19 / Estadão Conteúdo
O transporte rodoviário continua sendo o principal meio de movimentação de cargas no país — mas o número de caminhoneiros vem diminuindo ano após ano. A escassez de motoristas qualificados preocupa empresas, cooperativas e autônomos. A seguir, veja os 5 principais motivos por trás dessa falta de profissionais nas estradas brasileiras.
Apesar da importância da profissão, muitos caminhoneiros afirmam que o salário não compensa o esforço, o risco e o tempo longe de casa. A defasagem do frete e os altos custos de manutenção acabam reduzindo os ganhos, desmotivando novos profissionais a ingressar na área.
A rotina nas estradas se tornou cada vez mais estressante. Muitos motoristas relatam pressão por prazos curtos, fiscalização intensa e falta de respeito nas relações de trabalho — o que leva ao cansaço físico e emocional e, em muitos casos, ao abandono da profissão.
Roubos de carga, falta de policiamento e riscos constantes de acidentes tornam o trabalho perigoso. Há regiões — como o Rio de Janeiro e parte do Sudeste — em que motoristas evitam aceitar fretes por medo de assaltos e sequestros.
Mesmo quando as empresas querem contratar, seguradoras de risco dificultam a entrada de novos motoristas, exigindo tempo mínimo de experiência. Isso impede jovens profissionais de iniciar na carreira, agravando a falta de mão de obra.
A lei exige paradas obrigatórias, mas a infraestrutura nas rodovias brasileiras é precária. Faltam pontos de apoio, banheiros limpos e segurança para o descanso noturno. Essa realidade torna a profissão cada vez menos atrativa para as novas gerações.
O Brasil depende do caminhoneiro para funcionar, mas a profissão vive um momento crítico. Sem valorização, segurança e oportunidades reais, o número de motoristas tende a cair ainda mais — o que pode afetar o abastecimento e a economia nacional.
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