
Motor de caminhão antigo. Foto: reprodução
Um vídeo recente gravado por um mecânico experiente, com mais de 40 anos de profissão, voltou a gerar debate entre caminhoneiros e apaixonados por motores. Com linguagem simples e direta, ele afirma que existe um modelo específico que, na prática da oficina, é o que mais aparece fundido. O profissional deixa claro que sua opinião é baseada exclusivamente na experiência real — nos motores que passaram pela bancada ao longo de décadas.
Logo no início, ele comenta que decidiu gravar o conteúdo enquanto trabalhava justamente em um motor desse tipo, aproveitando o momento para explicar o porquê de seu histórico complicado. Sem polemizar com outras marcas e motores famosos como MWM e Cummins, o mecânico reforça que cada modelo tem qualidades e defeitos, mas alguns exigem muito mais atenção.
Segundo ele, o motor que mais apresenta problemas sérios — incluindo fundir com frequência — é o motor de ponto cruz da linha Mercedes-Benz, especialmente os das séries OM-366 e 366 LA, conhecidos por muitos mecânicos mais antigos. Mesmo reconhecendo que são motores resistentes e capazes de ultrapassar dois milhões de quilômetros, o profissional explica que o problema aparece depois que ocorre a primeira quebra.
O motivo? Dificuldade extrema de acerto após a primeira intervenção.
Assim como acontece com clássicos como o Scania 111 e 112 — que, após soltar o famoso parafuso do cubo, nunca mais ficam exatamente perfeitos — o mecânico afirma que esses motores Mercedes se tornam caros e trabalhosos após o primeiro defeito grave.
Ele relata casos em que, após uma quebra, o motor passa a:
Segundo o depoimento, muitos clientes gastam R$ 30 mil, R$ 40 mil tentando salvar o motor, mas acabam desistindo e optando por substituir completamente. O mecânico cita ainda que versões mais novas, como linha OM-926 (popularmente chamada de “Candiota”), também apresentam dificuldades semelhantes quando começam a dar problema.
Ele reforça que o motor não é ruim, mas sim difícil de acertar após a primeira falha séria. Motores fortes, robustos e duráveis, mas que, quando “abrem o bico”, exigem precisão e conhecimento muito acima da média — o que torna o conserto caro e frustrante.
Antes de finalizar, o profissional convida os seguidores a deixarem suas opiniões sobre qual motor “mais funde” na rotina da oficina de cada um. A troca de experiências, segundo ele, é essencial, principalmente porque cada mecânico vive realidades muito diferentes no Brasil.
O vídeo termina com um recado direto:
“Tem motor muito bom… até dar o primeiro problema. Depois disso, se não tiver mão boa, ele vira um fundidor.”
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