Número de caminhoneiros que sofrem infarto nas estradas preocupa especialistas e autoridades

O aumento no número de caminhoneiros que sofrem infarto enquanto estão na estrada vem acendendo um alerta em todo o Brasil. O estresse constante, as longas jornadas de trabalho, a má alimentação e o sono irregular têm se tornado uma combinação perigosa para a saúde desses profissionais que mantêm o país em movimento.
Nos últimos meses, diversos casos de motoristas que passaram mal ao volante e acabaram perdendo a vida têm sido registrados em diferentes rodovias do país. Muitos deles estavam sozinhos, o que dificulta o socorro rápido e reduz as chances de sobrevivência.
De acordo com especialistas em saúde ocupacional, a profissão de caminhoneiro é uma das mais suscetíveis a doenças cardiovasculares, justamente pelas condições em que o trabalho é realizado. A falta de pontos adequados para descanso e alimentação saudável, o consumo de estimulantes para se manter acordado e o sedentarismo são fatores que agravam o risco.
Além disso, a pressão por prazos e a insegurança nas estradas criam um ambiente de alto nível de estresse, que impacta diretamente o coração. Médicos reforçam que sintomas como dor no peito, falta de ar, sudorese excessiva e náusea devem ser levados a sério — e que procurar ajuda médica o quanto antes pode salvar vidas.
Entidades do setor pedem mais políticas públicas voltadas à saúde dos caminhoneiros, incluindo campanhas de prevenção, monitoramento médico periódico e estrutura adequada nas rodovias para repouso e atendimento emergencial.
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