
Foto: Ilustrativa
A escolha do GPS ideal ainda gera muita dúvida entre caminhoneiros, e um vídeo recente viralizou trazendo uma comparação prática entre dois dos modelos mais usados na estrada: o CJIC (popularmente conhecido como “GPS do Zan”) e o TomTom, utilizado por muitos motoristas profissionais na Europa e no Brasil. O relato, feito por dois caminhoneiros durante uma viagem, ajuda a entender, na prática, o que realmente muda entre um e outro — e qual deles entrega mais vantagem no dia a dia.
Logo de início, a impressão é de que ambos têm boa performance, com rotas precisas e usabilidade agradável, mas algumas diferenças chamam atenção. No TomTom, por exemplo, todas as informações aparecem organizadas nas laterais da tela, incluindo radares, parques, avisos de saída e detalhes da rota. Já no CJIC, esses dados aparecem de forma mais distribuída, e algumas funções ficam em abas diferentes.
Um ponto forte destacado no TomTom é o zoom rápido, que permite visualizar longas distâncias com apenas um toque — algo que o CJIC não oferece. Além disso, por estar atualizado com frequência, o TomTom já reconhece trechos de rodovias europeias que deixaram de ter portagem (pedágio), como uma parte da A13 em Portugal. No teste do caminhoneiro, o TomTom montou a rota correta imediatamente, enquanto o CJIC ainda sugeria desvios longos por acreditar que havia cobrança no trecho.
Outra vantagem apontada é a presença de informações de trânsito em tempo real, que no TomTom funcionam perfeitamente quando conectado à internet. O CJIC também oferece essa função, mas depende de compras adicionais de pacote de trânsito e radares.
Na questão financeira, o CJIC leva vantagem: muitos motoristas compraram a versão vitalícia, sem mensalidade e com atualizações básicas garantidas. Já o TomTom funciona por assinatura — cerca de R$ 19,99 por mês ou aproximadamente R$ 62 no plano anual — o que representa um custo extra. Ainda assim, quem utiliza o equipamento garante que o investimento compensa pela precisão, recursos adicionais e maior segurança nas rotas.
Outro detalhe mencionado no vídeo é o compartilhamento de rotas, recurso que facilita o planejamento para motoristas que trabalham em equipe ou precisam montar percursos específicos. Pelo aplicativo MyDrive, o caminhoneiro pode criar rotas personalizadas e enviá-las diretamente para outro aparelho TomTom — algo muito útil para quem não dirige apenas por autoestradas.
No geral, os dois GPS cumprem bem o que prometem, mas o TomTom apresentou mais vantagens, especialmente em atualização, informações completas e facilidade de uso. O CJIC continua sendo uma opção confiável e mais econômica, mas pode deixar a desejar em alguns detalhes importantes, principalmente para quem dirige em regiões com mudanças constantes na malha viária.
No fim das contas, a escolha depende do bolso e do estilo de trabalho:
— TomTom: mais completo, atualizado e cheio de recursos modernos.
— CJIC: funcional, confiável e com custo-benefício melhor para quem não quer pagar assinatura.
O importante é que ambos foram aprovados pelos caminhoneiros — e, como eles mesmos brincaram no vídeo, “não importa qual você escolha, o que vale é não cair em furada no meio da rota”.
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