
Empresário é acusado de golpe milionário na venda de caminhões
Uma falcatrua com caminhões velhos está deixando no prejuízo vários donos de empresa, fretes e carreteiros por cidades diferentes do interior paulista. A polícia especializada já entrou na história — o Deic está cavando fundo depois que descobriram que muitos veículos sumiram de uma loja autorizada para virar vendas clandestinas.
Só que tudo sem papel certo. O rombo geral talvez encoste nos 200 milhões.
A matéria foi até Sumaré, cidade onde fica o comércio de Gilberto Galdino, um dos donos de empresa que sofreu prejuízo. Depois de muitos anos rodando estrada como motorista de caminhão, ele começou a vender veículos usados e melhorou de vida. Junto com parentes, apostou tudo nesse ramo: neste ano, ao vender a primeira colheita do próprio sítio, colocou 2,3 milhões num lance de seis carretas seminew novas. Só que nenhum desses modelos acabou registrado em nome da loja.
Gilberto conta que fechou o acordo confiando num cara com quem já tinha trânsito desde uns 20 anos para cá coisa normal nesse ramo, chamam isso de “fio do bigode”. Só que o sujeito, na verdade, estava trabalhando para a Mojitrucks, uma firma chefiada por André Hengles de Oliveira Silva; esse aí é visto como o mandante da jogada.
Os caminhões que Gilberto comprou, cada um valendo acima de R$ 450 mil, agora estão parados. Todos têm ocorrência de roubo registrada. Ele conta que pagou tudo adiantado, com a grana da venda da colheita, mas até aqui não viu nem um papel sequer. “Trabalhamos duro para juntar esse valor”, reclama o produtor rural.
A pesquisa mostra que a Mogitrucks pegou 51 caminhões numa loja em São Paulo. Eles ficavam no espaço só para mostrar. Mesmo sem permissão do proprietário, os carros foram enviados a diversos pontos e vendidos rapidinho, claro, sem trocar o nome no documento.
O esquema suspeito atingiu até empresas de transporte. Um dono de Mogi das Cruzes, chamado Vladimir, adquiriu três carretas grandes — só que só uma era legal. Duas caíram na relação de máquinas roubadas. Desde então, sem poder operar com elas já faz uns 90 dias, perde em torno de 250 mil mensais. “Apliquei o valor total, guardo papelada, nota fiscal, mesmo assim fiquei sem a documentação”, reclama.
Ainda está sendo investigado pela polícia se funcionários da empresa envolvida podem ter ajudado no sumiço dos carros. Quem registrou o caso, o diretor comercial, já foi tirado do cargo.
Agora, ninguém sabe onde está André Engles. Depois do casamento caro — dizem os convidados que foi como pagar por três caminhões inteiros —, ele partiu para a lua de mel e sumiu. Até hoje, o Deic acumula cerca de 18 relatos sobre o caso.
A empresa enganada informou, em comunicado, ter sofrido um golpe e que tomará ações judiciais contra os responsáveis. Para empresários como Gilberto, resta a esperança de algum ressarcimento judicial, ainda que mínimo. “A gente trabalha duro para conquistar as coisas. Não é justo ver o que aconteceu. Parece um roubo. Só queremos justiça”, lamenta.
O caso ainda está sendo apurado, enquanto mais pessoas chegam à polícia contando histórias parecidas.
Se foi vitima do empresário citado na matéria do Domingo Espetacular, procure uma delegacia próxima e realize o registro de um boletim de ocorrência.
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