A manifestação dos motoristas teve nova etapa hoje cedo, com líderes indo até o prédio do governo entregar pessoalmente os pedidos que podem levar a uma greve geral. O momento seguiu numa pegada calma e construtiva, mostrando que a causa tem base real, vem de dentro mesmo e não tá virada só pro barulho.
Chicão, um dos caras à frente da mobilização, falou que as pautas já tão lá nas redes do movimento. Para ele, agora é hora de os caminhoneiros se juntarem, mesmo que tenham pensamentos diferentes ou briguem por fora.
Não foi por um lado nem pelo outro. Foi tudo sobre a classe. A gente tem de ficar junto, disse ele. Agradeceu logo aos chefes que entraram na causa, tipo o Júnior, do Sindicam, além da Irani, dos trabalhadores das refinarias. Chicão deixou claro: essa briga é só dos motoristas, nada mais. Se parar mesmo, será dentro da lei, como manda o artigo 9º.
O discurso teve apelos por junção, junto com chamados a motoristas de várias partes do Brasil. “Esse instante é chave; tem que haver união entre os caminhoneiros pra alcançar metas”, disse ainda.
Ao lado de Chicão, quem levou o pedido ao Planalto comentou que avisaram o governo sobre as necessidades, tudo seguindo as regras certinhas. Disse também que o direito de parar tá garantido, já que os caminhoneiros carregam o Brasil nas costas, trazendo até nosso almoço todo dia.
Agora com a pauta pronta, o clima entre caminhoneiros e rodovias muda pra suspense. O grupo insiste: a paralisação segue direcionada às demandas da classe, nada de política no meio, já a força coletiva pode virar o jogo nas conversas.

