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Falta de união?, Posto JR volta a ficar lotado e caminhoneiros enfrentam falta de vagas para estacionar

Um desabafo feito por um caminhoneiro nas redes sociais voltou a escancarar um problema antigo vivido por quem roda pelas estradas do Brasil, a falta de respeito com os motoristas e a precariedade da estrutura oferecida em muitos postos. Durante uma viagem da Serra, no Espírito Santo, com destino a Guarulhos, em São Paulo, ele decidiu parar no conhecido Posto JR, em Mimoso do Sul, na BR-101, para ver como estava a situação.

Segundo o caminhoneiro, o cenário foi bem diferente do que muita gente imaginava. Por volta das 11h40 da manhã, o posto estava completamente lotado, sem vaga para estacionar. Ele relata surpresa, já que meses atrás circularam vídeos e fotos mostrando o local vazio, após um episódio grave que gerou revolta na categoria.

Esse episódio aconteceu quando um idoso foi violentamente agredido dentro do posto, em uma situação que, segundo muitos caminhoneiros, foi uma tentativa de homicídio. O caso ganhou repercussão nas redes sociais, causou indignação nacional e levou muitos motoristas a boicotarem o local, fazendo com que o posto perdesse uma grande quantidade de clientes naquele período.

Na época, diversos caminhoneiros deixaram de parar no Posto JR como forma de protesto, cobrando mais respeito e segurança. No entanto, segundo o relato atual, com o passar dos meses, o movimento voltou ao normal, mostrando que a união da categoria acabou enfraquecendo com o tempo.

O caminhoneiro questiona diretamente onde está a união dos motoristas. Para ele, a realidade mostra que muitos continuam frequentando postos que não valorizam a categoria. Ele também manda um recado de apoio à Roberta, caminhoneira, que vem se posicionando contra postos que, segundo ela, não oferecem condições dignas para quem vive na estrada.

No vídeo, ele ainda critica a falta de estrutura em vários pontos de parada. Muitos postos não têm pátio adequado, banheiros suficientes e, quando têm, cobram valores considerados abusivos. Para ele, pagar R$ 5 por um banho é aceitável, mas valores entre R$ 15 e R$ 20 não condizem com a realidade do caminhoneiro brasileiro.

O motorista afirma que passou pelo Posto JR mais de uma vez nos últimos dias e encontrou sempre o mesmo cenário, pátio cheio, dificuldade para estacionar e nenhum cuidado com caminhões de grande porte. Mesmo estando com um veículo longo, ele não encontrou espaço para parar com segurança.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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