
Cartela de rebite encontrada com caminhoneiro. Foto: reprodução
Um caso chamou a atenção na BR-153, em Erechim (RS), durante o período de virada do ano: um caminhoneiro foi parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após ser flagrado dirigindo quase 15 horas sem descanso e com uso de substância controlada para tentar aguentar a longa jornada na estrada.
A abordagem aconteceu em um trecho da rodovia que liga várias regiões do país e é muito movimentado por quem trabalha transportando cargas. A PRF vinha realizando fiscalizações de rotina, com foco em segurança viária, quando notou o caminhão sendo conduzido de forma suspeita, com sinais de cansaço e comportamento inadequado do motorista.
Na abordagem, os agentes verificaram que o caminhoneiro apresentava sinais claros de fadiga e foi submetido a exames que detectaram o uso de anfetaminas, substâncias que mexem no sistema nervoso e podem dar uma sensação de alerta, mas que aumentam o risco de acidentes quando usadas para continuar dirigindo por tempo excessivo.
Além disso, a PRF constatou que o motorista havia passado muitas horas seguidas ao volante, chegando perto das 15 horas consecutivas de direção sem pausa para descanso. Essa prática vai diretamente contra as normas de segurança do trânsito, que exigem pausas regulares para evitar fadiga e acidentes graves.
O Código de Trânsito Brasileiro prevê limites para a jornada de trabalho de motoristas profissionais justamente pela necessidade de proteger a própria vida do condutor e a de todos que usam as rodovias. A combinação de cansaço extremo com o uso de substâncias estimulantes como anfetaminas é vista como um dos maiores fatores de risco em estradas.
Diante dos fatos, o caminhoneiro foi detido e encaminhado para procedimentos legais. A PRF reforçou que situações desse tipo representam um perigo enorme não só para o próprio motorista, mas para todos os usuários das rodovias. O uso de substâncias para tentar “aguentar a fadiga” é uma prática perigosa e ilegal, que pode resultar em graves acidentes, muitas vezes com vítimas.
Esta postagem foi publicada em 2 de janeiro de 2026 08:57
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento conforme explicado em nossa
consulte Mais informação
Deixe um comentário